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Karpathy deu 1 milhão de tokens ao Opus 5 — e ele renderizou o Senhor dos Anéis em 3D

Karpathy deu ao Opus 5 o 1º parágrafo do Senhor dos Anéis e US$ 10 em compute: o modelo escreveu 5.500 linhas de código e renderizou o Condado em low-poly. O post teve 4,8M de views.

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Destaques

  • Karpathy deu ao Opus 5 o 1º parágrafo do Senhor dos Anéis, 1M de tokens (~US$ 10) e pediu um render 3D — o modelo escreveu 5.500 linhas de código em ~2 horas
  • O resultado: um Condado low-poly procedural com colinas, tocas de hobbits e o rio — 'ninguém em sã consciência gastaria tempo nisso, mas LLMs têm paciência infinita'
  • A visão do futuro: mundos hiperpersonalizados 'tipo um GTA efêmero sob demanda', onde você entra na história como NPC
  • A fraqueza exposta: LLMs não auditam o próprio trabalho porque não percebem vídeos nem jogam dentro dos mundos que criam

Andrej Karpathy fez um experimento que resume o momento da IA: deu ao Opus 5 o primeiro parágrafo de O Senhor dos Anéis, um orçamento de 1 milhão de tokens (~US$ 10) e pediu um render three.js da cena.

O modelo trabalhou por cerca de duas horas e escreveu 5.500 linhas de código que renderizaram a história proceduralmente — um Condado low-poly com colinas, tocas de hobbits e o rio, sob uma lua pálida.

O que o experimento revela

Karpathy destaca a mudança de regime: 'estamos saindo do território onde você testa um LLM pedindo um SVG de pelicano numa bicicleta'. Com orçamento barato, ideias hipercustomizadas passam de 'ninguém faria isso' para 'por que não, é quase de graça'.

O futuro que ele vislumbra: mundos hiperpersonalizados onde você entra como NPC espectador — 'algo como um GTA efêmero sob demanda'. O LLM orquestra polígonos em coordenadas (x,y,z) e anima tudo com paciência infinita.

A fraqueza exposta

O domínio de mundos/jogos revela uma lacuna: LLMs não conseguem auditar o próprio trabalho porque não percebem vídeos nativamente nem jogam dentro deles. O Opus 5 precisou tirar screenshots lentamente e errou várias vezes, criando 'jank'.

É um retrato raro de capacidade bruta (multimodal, gameplay) que ainda falta — e do que vem a seguir na fronteira.

Por que acompanhar

O post de Karpathy teve 4,8 milhões de visualizações e 28 mil curtidas — um dos exemplos mais citados do que modelos de fronteira conseguem fazer com orçamento pequeno.

A direção é clara: a IA está deixando de gerar texto para gerar mundos — e o gargalo agora é a percepção, não a geração.