A chinesa Z.ai informou nesta segunda-feira (31) que sua receita chegou a 954 milhões de yuans (US$ 142 milhões) no primeiro semestre de 2026, alta de quase 400% em relação ao mesmo período do ano passado. O crescimento veio principalmente dos serviços de inteligência artificial vendidos por API e pela plataforma da empresa.

Essa área respondeu por 86,5% de toda a receita, com 825 milhões de yuans (US$ 123 milhões) no semestre — um avanço de 2.735,7% em um ano. Em 2025, APIs e plataforma representavam apenas 15,2% das vendas no período comparável.

A mudança mostra como a companhia está reduzindo a dependência da instalação de grandes modelos diretamente nos sistemas de empresas e migrando para um negócio baseado em uso contínuo e assinaturas. Desde o início de 2026, o volume de chamadas aos modelos da plataforma aumentou mais de 40 vezes, enquanto o uso do plano voltado a programação cresceu mais de 23 vezes.

O crescimento ainda vem acompanhado de perdas elevadas. O prejuízo líquido ficou em 2,07 bilhões de yuans, queda de 12,1% na comparação anual. Já o prejuízo ajustado subiu 12,1%, para 1,96 bilhão de yuans, enquanto os gastos com pesquisa e desenvolvimento avançaram 33,6%, para 2,13 bilhões de yuans (US$ 317 milhões).

A Z.ai também vem ampliando rapidamente sua base de usuários. Na data da divulgação dos resultados, a plataforma reunia mais de 7,4 milhões de desenvolvedores e clientes empresariais, alta de 144% desde o início do ano, enquanto o número de usuários pagantes ativos diariamente havia crescido 603%.

A companhia, listada na Bolsa de Hong Kong desde janeiro, desenvolve a família de modelos GLM e vem concentrando sua estratégia em programação, agentes de IA e automação de tarefas profissionais.

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