Importar da China virou o jogo: a operação de R$ 20 milhões/mês no Mercado Livre
▶ Assistir no YouTubeDo primeiro contêiner em 2022 (teste) aos 600-700 por ano: a operação do Ecommerce Puro fatura R$ 20M/mês com importação da China, 30 contêineres mensais e uma guerra contra o frete que subiu 7x.
Destaques
- Trajetória: 1 contêiner em 2022 (teste) → 117 em 2023 → 498 em 2024 → meta de 600-700 neste ano
- Hoje: 30 contêineres/mês, 200 mil vendas mensais, ticket médio R$ 80-90 e faturamento de R$ 20M/mês
- Frete explodiu: de R$ 1.000 para R$ 7.000/contêiner — custo extra de R$ 36 mil por unidade com impostos
- Solução: rota longa (60-90 dias via Europa) custa R$ 600-700 menos por contêiner + estoque de 150-160 para 90 dias
- Mercado Livre responde por 40% do faturamento (Shopee 30%, Amazon caindo) — regulação de preços força igualdade nas plataformas
O frete de contêiner subiu de R$ 1.000 para R$ 7.000 em poucos meses — e mesmo assim a operação segue embarcando 30 contêineres por mês. O caso do Ecommerce Puro mostra como uma operação de R$ 20 milhões/mês no Mercado Livre lida com a importação da China em escala: 39 contêineres no mar, 200 mil vendas mensais e uma margem que exige controle total da cadeia.
A escala em números
A trajetória é um estudo de crescimento: 1 contêiner em 2022 (teste), 117 em 2023, 498 em 2024 e a meta de 600-700 neste ano. Hoje são 30 contêineres/mês, com estoque de 150-160 dias que a operação quer reduzir para 75-90. O ticket médio é de R$ 80-90, e o faturamento mensal supera R$ 20 milhões.
O frete como vilão (e a rota longa como solução)
O aumento do frete é o grande vilão do momento: de R$ 1.000 para R$ 7.000 por contêiner, um custo extra de R$ 36 mil por unidade (com impostos), que multiplicado por 30 contêineres cria um gap de caixa de milhões. A resposta foi engenhosa: usar rota longa (60-90 dias no mar, via Europa), que custa R$ 600-700 menos por contêiner — e reduzir o tempo de estoque no Brasil de 150-160 para 90 dias, liberando caixa.
Marketplaces: a concentração de risco
O faturamento é concentrado: Mercado Livre responde por 40% (Shopee 30%, Amazon caindo). A regulação de preços do ML força preço igual nas plataformas — o que tira competitividade na Amazon. A lição: quem escala no marketplace precisa importar para sustentar a margem, mas só importar não resolve; é preciso dominar toda a cadeia, do fornecedor ao contêiner.
Por que acompanhar
O case expõe o que poucos mostram: o fluxo de caixa real de quem importa em escala, o impacto do frete internacional e a dependência de marketplaces. Para o varejo brasileiro, onde a margem do e-commerce encolhe, importar com controle de cadeia é a fronteira entre sobreviver e escalar.