A Anthropic assinou o Código de Práticas da Lei de IA da UE e informou que, a partir de agosto de 2026, todos os novos modelos Claude trarão rótulos legíveis por máquina para identificar conteúdo gerado por IA. A medida vale globalmente e abrange todas as plataformas da empresa, como API, Claude, Claude Code, Claude Cowork e Claude Tag.

Os textos gerados pelo Claude receberão uma marca d'água invisível, aplicada no nível do modelo, que não altera o significado, a qualidade ou a legibilidade. A marca sobrevive à cópia e à colagem e, segundo a empresa, "pode persistir em parte após edições".

Arquivos suportados, como .svg, .png e .jpg, receberão metadados de proveniência assinados com base no padrão C2PA, da Coalition for Content Provenance and Authenticity. A assinatura indica que o Claude processou o arquivo e permite detectar alterações posteriores.

Limites

A Anthropic destacou que a marca d'água não é prova de autoria. Como o Claude é usado para revisar, traduzir ou resumir textos de usuários, o conteúdo pode carregar a marca mesmo com ideias humanas. A ausência da marca também não indica origem humana: o texto pode ser curto demais, ter sido gerado antes da implementação ou ter passado por edição pesada, tradução ou conversão de formato.

Modelos já existentes terão um período de transição e a empresa afirma que trabalha para adaptá-los. A Anthropic também planeja lançar ferramentas de verificação para usuários e terceiros, sem data definida. Desenvolvedores que integram o Claude em produtos próprios devem avaliar quais requisitos do Artigo 50 da legislação europeia se aplicam aos seus serviços.

Contexto

A ação da Anthropic ocorre em um cenário de avanço de sistemas de identificação de IA. O Google DeepMind disponibilizou como código aberto o SynthID, integrado ao Gemini. A OpenAI é citada como detentora de um detector de texto com 99,9% de precisão que não foi lançado, devido à facilidade de burla e a riscos de estigmatização.

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