A Anthropic anunciou que o modo automático do Claude Code passará a ser o padrão para novas sessões nos planos Pro, Max e Team a partir de 14 de agosto. A empresa afirma que a decisão busca reduzir falhas de segurança causadas pela aprovação humana repetitiva de comandos.

De acordo com os dados divulgados pela companhia, um estudo com 1.053 desenvolvedores pagos mostrou que apenas 13,6% dos participantes recusaram uma ação claramente perigosa quando ela foi apresentada no meio de uma sessão. No mesmo cenário, o modo automático bloquearia 89% das ações nocivas.

A Anthropic também encomendou uma avaliação independente à Trajectory Labs, que aplicou 720 ataques indiretos de injeção de prompt em modelos usados no Claude Code e no Codex, conforme as versões públicas de 17 de julho. Segundo a companhia, nenhuma das tentativas teve sucesso contra os modelos Claude Fable 5, Opus 5 e Sonnet 5 executados em modo automático.

A executiva Cat Wu afirmou, durante evento no mês passado, que os riscos de ataques como injeção de prompt e exfiltração de dados são 'muito menores que os de um revisor humano médio'. Já Thariq Shihipar afirmou que quase todos os funcionários da Anthropic usam o modo automático.

Ceticismo independente

O desenvolvedor Simon Willison, que publicou um artigo sobre o assunto, disse que deseja ver confirmação independente do desempenho. Ele citou o caso de um pacote malicioso que instrui o agente a baixar arquivos e executar comandos, o que poderia exfiltrar dados. 'Não sei como qualquer versão do modo automático poderia proteger contra esse tipo de ação', afirmou.

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