A Databricks anunciou nesta quinta-feira (13 de agosto) a captação de US$ 5 bilhões, elevando seu valuation para US$ 190 bilhões. O cofundador e CEO Ali Ghodsi afirmou ao TechCrunch que a empresa pretendia levantar US$ 1 bilhão, mas o interesse dos investidores chegou a US$ 15 bilhões.

Em julho, a companhia havia anunciado o fechamento da rodada com valuation de US$ 188 bilhões, sem informar o valor captado. Nesta quinta, a Databricks detalhou que o montante foi de US$ 5 bilhões e que a avaliação subiu para US$ 190 bilhões. A rodada foi liderada pela Coatue, com participação de Blackstone, MGX, contas da T. Rowe Price e do novo investidor Sixth Street Growth. Cerca de duas dúzias de fundos entraram no negócio.

Demanda inesperada

Ghodsi disse que a reportagem da publicação The Information, divulgada durante a conferência da Databricks em junho, foi o estopim para a alta demanda. “Assim que o artigo saiu, uma fila de investidores começou a ligar. Meu telefone explodiu”, afirmou. Segundo ele, só entre investidores selecionados pela empresa o interesse somou US$ 15 bilhões.

O CEO afirmou que a Databricks registra receita recorrente anualizada de US$ 7 bilhões, com crescimento de 80% e fluxo de caixa positivo. O data warehouse em nuvem, principal produto, responde por US$ 1,5 bilhão desse total e cresce 100% ao ano. A base de dados para agentes Lakebase, lançada em junho de 2025, alcançou US$ 100 milhões em receita recorrente anual.

Por que captar mais

Ghodsi justificou a nova captação pelos altos custos de inteligência artificial. A empresa já havia levantado US$ 20 bilhões nos últimos 20 meses. Mantém compromissos de bilhões de dólares com os três maiores provedores de nuvem e tem um time de pesquisa em IA com 100 pessoas. “Fazemos muitas aquisições”, disse o CEO.

Nesta semana, a Databricks anunciou a compra da Electric, dona do banco de dados PGlite. Em junho, adquiriu a Panther, de cibersegurança; em março, comprou duas startups. Ghodsi afirmou à CNBC que ainda pretende abrir o capital da empresa, mas que, por enquanto, o foco é investir em IA.

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