A Superintendência de Casinos de Jogo (SCJ) do Chile informou nesta quarta-feira que as licitações para operação de cassinos em Iquique e Viña del Mar terminaram sem nenhuma proposta. Em Coquimbo e Pucón, cada praça recebeu apenas um projeto. Após o resultado, as empresas Marina del Sol e Dreams criticaram as condições estabelecidas no edital.
Segundo a SCJ, as ofertas foram apresentadas pela Casino de Juegos de Coquimbo S.A. e pela Casino Volcán Pucón S.A. Para as outras duas cidades, o órgão regulador terá de abrir novos processos e redefinir as condições especiais das bases técnicas. A avaliação das propostas recebidas em Coquimbo e Pucón começa agora e terá prazo máximo de 120 dias.
Marina del Sol aponta falta de competição
A Marina del Sol afirmou que a baixa participação confirma os alertas que havia feito sobre o desenho do processo. A empresa disse que a escassez de concorrentes em Pucón, Coquimbo, Viña del Mar e Iquique evidencia, na sua avaliação, ausência de competição efetiva.
A companhia também considerou que o resultado reflete problemas estruturais no modelo de licitação adotado desde 2015 e defendeu a revisão do marco regulatório e dos mecanismos de adjudicação. Para a empresa, mudanças poderiam gerar processos com maior participação de operadores.
Dreams questiona condições de Iquique e Viña del Mar
A Dreams afirmou que as exigências das bases eram excessivamente gravosas e sem justificativa, o que teria desestimulado a participação. No caso de Iquique, a empresa citou a regra que previa a transferência das obras à municipalidade ao fim da concessão, sem direito a indenização. Segundo a operadora, a condição converte os investimentos em custo irrecuperável.
Em relação a Viña del Mar, a Dreams questionou a combinação de obrigações econômicas e de investimento. A oferta mínima era de 394 mil UF anuais, além do melhoramento integral da Avenida Perú, com investimento de até 120 mil UF. As bases também exigiam a manutenção de 100% da equipe de funcionários.
Próximos passos
Coquimbo e Pucón avançam para a avaliação das propostas, ainda que sem disputa entre concorrentes em cada praça. Iquique e Viña del Mar precisarão de novos procedimentos, nos quais a SCJ terá de revisar as condições especiais antes de nova convocação. As críticas de Marina del Sol e Dreams colocam em debate o equilíbrio entre obrigações econômicas, investimentos e competitividade no sistema chileno.


