O Google anunciou nesta quarta-feira (12) que o Gemini atingiu 1 bilhão de usuários mensais, seis dias depois de a OpenAI revelar que o ChatGPT também ultrapassou a marca. O presidente-executivo do Google, Sundar Pichai, publicou no X que 1 bilhão de pessoas usam o assistente por mês e classificou o Gemini como o produto de crescimento mais rápido da empresa.

Com o anúncio, o Gemini tornou-se o 14º produto do Google a alcançar 1 bilhão de usuários. A OpenAI divulgou em 6 de agosto, em publicação no blog oficial, que “mais de 1 bilhão de pessoas estão usando o ChatGPT”, sem destacar o marco.

A porta-voz da OpenAI, Lindsay McCallum, afirmou que o ChatGPT ultrapassou 1 bilhão de usuários mensais há algum tempo e atingiu 1 bilhão de usuários semanais em julho. Em fevereiro, a empresa informou que o ChatGPT tinha 900 milhões de usuários semanais; cinco meses depois, a chegada a 1 bilhão representou uma desaceleração no ritmo de crescimento.

O Google declarou em fevereiro que o Gemini tinha 750 milhões de usuários mensais. Na teleconferência de resultados do fim de julho, informou 950 milhões. O porta-voz Alex Joseph disse que o aplicativo alcançou 1 bilhão na semana passada, antes do anúncio oficial desta quarta-feira.

Os números do Google se referem ao aplicativo Gemini, incluindo o que vem pré-instalado em celulares Android. O responsável pelo Gemini, Josh Woodward, afirmou em publicação que o app tem mais de 100 milhões de usuários ativos no iOS, o que indica que a maioria dos usuários está no Android.

Corrida de IA

A disputa no setor de inteligência artificial se intensificou neste ano. O Claude Code, da Anthropic, tornou-se um fenômeno e levou a OpenAI a lançar o Codex, enquanto o Google passou a incorporar o Gemini em vários produtos. A Anthropic não divulga dados de usuários do Claude, mas estimativas apontam dezenas de milhões de usuários.

O ChatGPT segue como o assistente mais conhecido, mas a vantagem que tinha sobre os concorrentes diminuiu. Com a corrida pelo 1 bilhão de usuários encerrada, o desafio das empresas agora é encontrar novas formas de uso e de monetização para essa base.

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