O Ministério da Fazenda informou na quinta-feira (13) que mais de 5 milhões de pessoas estão impedidas de utilizar contas em casas de apostas online. O anúncio foi feito pelo ministro Dario Durigan durante entrevista a jornalistas, com base em dados do novo Desenrola Brasil.
Segundo Durigan, 1,2 milhão de pessoas haviam solicitado a própria autoexclusão. A esse grupo somam-se mais de 800 mil brasileiros com contas ativas em bets alcançados pelo programa de renegociação de dívidas, totalizando 2 milhões de CPFs impedidos de apostar.
O levantamento inclui ainda mais de 3 milhões de beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) que tiveram o acesso às plataformas restringido. Com isso, o total de contas excluídas ou impedidas ultrapassa 5 milhões.
"Com isso, chegamos a um total de mais de 5 milhões de pessoas impedidas, obstaculizadas, excluídas do jogo no Brasil nesse compromisso de ir tratando as bets como cigarro em desincentivo ao jogo no país", afirmou o ministro.
Processos de autorização
Durigan também informou que os principais documentos de 85 processos de empresas que solicitaram autorização para atuar no mercado brasileiro foram disponibilizados para consulta pública. O material reúne mais de 500 documentos e ultrapassa 2 mil páginas.
"Agora, para todas as empresas que pediram autorização, isso fica público, cumprindo com esse compromisso de transparência ativa para todos consultarem", declarou.
Desenrola e PLP dos Combustíveis
Na mesma data, o Banco do Brasil apresentou dados sobre as negociações de dívidas realizadas dentro do novo Desenrola. O banco informou ter negociado R$ 31 bilhões em dívidas, considerando as quatro frentes da iniciativa.
O ministro também comentou o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 114/2026, aprovado pelo Congresso Nacional na quarta-feira (12). Ele afirmou que o orçamento de Saúde e Educação foi atualizado pelo governo em aproximadamente R$ 100 bilhões por ano.
"Para o ano que vem, o que nós garantimos é um aumento ainda maior, para além dos R$ 100 bilhões, e mais Orçamento na Saúde. O crescimento é sustentável", disse Durigan.


