Chris Hayes, líder de serviços da id Software, afirmou em entrevista ao podcast Well Played que é “impossível” produzir jogos triple-A como Doom (2016) com metade da equipe, após os cortes de funcionários promovidos pela Microsoft.

Na conversa, conduzida por Andre Peschke e com cerca de 90 minutos, Hayes abordou as demissões recentes, os antecedentes dos cortes e o movimento por sindicalização no estúdio. “É difícil fazer um jogo quando há departamentos inteiros que você precisa, disciplinas inteiras que se foram”, disse.

Reação de Hayes

Hayes afirmou que superiores garantiram que “ainda somos a mesma id” após as demissões, mensagem repetida publicamente pelo estúdio, que negou ter sido “enfraquecida e destruída”. Ele rebateu: “Não somos a mesma id. Somos metade da mesma id.” Para o desenvolvedor, essas garantias fazem parte de um roteiro fornecido pela Microsoft para evitar que os funcionários restantes deixem o estúdio.

Peschke questionou a afirmação da Microsoft de que o número de funcionários na id Software é semelhante ao da época do lançamento de Doom (2016), já que os créditos do jogo listam mais desenvolvedores do que os atuais. Hayes respondeu: “Há uma razão para dizerem 'perto de': porque é menos.”

O desenvolvedor também criticou o Game Pass. “Sempre que vemos relatórios financeiros que dizem que houve vendas fracas sob a Bethesda... O que é uma venda se você tem Game Pass? Vocês não estão no modelo de negócios de venda de jogos”, afirmou.

Hayes disse que os responsáveis pelos cortes “não entendem arte, não entendem jogos, não entendem o modelo de negócios”. Ele explicou: “Quando você corta metade de um estúdio e não leva em conta como um jogo é feito, você não entende que a coesão entre nossas equipes era o que nos tornava bem-sucedidos.”

A id Software foi um dos estúdios da Microsoft afetados por demissões anunciadas recentemente. A companhia planeja eliminar 3.200 postos de trabalho, sendo 1.600 cortes imediatos e o restante na sequência, como parte de um “reset do Xbox”.

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