A Microsoft lançou o modelo de código MAI Code 1.1 Flash para o GitHub Copilot, afirmando que ele escreve código melhor, é 25% mais eficiente em tokens e custa um quarto do valor da versão anterior. O The Decoder apontou, no entanto, que o modelo custa mais caro e tem desempenho inferior ao DeepSeek-V4-Flash-0731, tanto em preço quanto em benchmarks.

Segundo a Microsoft, o novo modelo teve a aceitação de código aumentada em 4% e o treinamento envolveu 'centenas de milhares de ambientes de aprendizado por reforço no GitHub Copilot'. A empresa não forneceu comparações diretas com concorrentes no anúncio, limitando-se a métricas como 'sobrevivência do código subiu 4%' e 'retorno de visitas aumentou 9%'.

Desempenho

Nos benchmarks, o MAI Code 1.1 Flash marcou 72,6% no SWE-bench Verified, superando o predecessor (71,6%), o Claude Haiku 4.5 (69,8%) e o GPT-5.4 mini (69,2%). O DeepSeek-V4-Flash-0731 não divulgou resultado nesse teste. Já no Terminal Bench 2.1, o modelo da Microsoft obteve 62,9%, abaixo dos 82,7% do DeepSeek, mas acima dos demais modelos da Anthropic e OpenAI.

A comparação de preços por milhão de tokens mostra o DeepSeek-V4-Flash com US$ 0,14 de entrada e US$ 0,28 de saída. O MAI Code 1.1 Flash custa US$ 0,20 e US$ 1,20, respectivamente. O Claude Haiku 4.5 tem valores maiores: US$ 1,00 e US$ 5,00.

Estratégia

A análise aponta que o lançamento contrasta com o discurso da Microsoft em favor da IA aberta, já que a empresa investe em um modelo proprietário mais caro e com desempenho inferior a alternativas disponíveis. A companhia teria substituído modelos da OpenAI e da Anthropic no Copilot por seus próprios MAI para reduzir custos, e a tendência é que seus modelos se tornem o padrão no ecossistema, limitando as opções do usuário.

Continue no Radar