Pesquisa divulgada nesta terça-feira (11) pela LCA Consultores, a pedido do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), mostra que a participação das plataformas de apostas sem autorização no mercado brasileiro caiu de 41% a 51% para 38% a 44%, na comparação com o primeiro semestre do ano passado.
O estudo “Dimensionamento e combate do mercado ilegal de apostas no Brasil” também aponta que a variação entre as projeções otimistas e pessimistas recuou de dez para seis pontos percentuais.
Apesar do recuo, o mercado clandestino brasileiro segue acima da média internacional, atrás apenas dos Países Baixos, onde a irregularidade atinge 51%. Em Irlanda, Suécia e Reino Unido, os índices variam entre 3% e 8%.
Para o diretor de Regulação e Políticas Públicas da LCA Consultores, Eric Brasil, a redução reflete a fiscalização estatal e a nova legislação. “A notícia boa é que estamos conseguindo reduzir o mercado ilegal, mas o estudo não discute se a aposta é boa ou ruim”, disse. Ele afirmou que o mercado ilegal ainda é grande em relação a outros países e lembrou que as plataformas licenciadas movimentaram cerca de R$ 37 bilhões no ano passado.
Arrecadação e empregos
As regras federais para apostas estão em vigor desde janeiro de 2025. Segundo o Ministério da Fazenda, o setor recolheu R$ 9,95 bilhões em impostos no último ano, além de R$ 30 milhões em taxa de outorga. As operadoras também injetaram R$ 7,5 bilhões em capital social e geraram cerca de 15,5 mil empregos diretos e indiretos.
O presidente-executivo do IBJR, Carlos Lima, afirmou que os dados confirmam a estratégia de combate às fraudes. “A redução observada é um sinal positivo da consolidação do mercado regulado brasileiro”, disse. Ele defendeu a continuidade do enfrentamento aos operadores clandestinos e alertou que novas medidas restritivas aos autorizados podem tornar o mercado ilegal mais atrativo.


