A Microsoft anunciou na quinta-feira (13), a fusão de seus aplicativos Copilot voltados a consumidores e ao ambiente corporativo, além da descontinuação de uma série de recursos de inteligência artificial. A informação foi divulgada inicialmente pelo GeekWire e consta na documentação de suporte da empresa.
A decisão reflete o reconhecimento de que os usos pessoal e profissional de IA frequentemente se sobrepõem e que a estratégia anterior da companhia era complexa demais para posicionar o Copilot como concorrente de ChatGPT, Claude e Gemini. O movimento acompanha uma tendência de consolidação no setor, com a Claude integrando o Cowork ao Chat, a OpenAI incorporando a função Operator ao ChatGPT e o Google combinando pesquisa aprofundada e navegação no aplicativo Gemini.
Recursos encerrados
Segundo a Microsoft, os usuários perderão até 18 de agosto de 2026 o acesso aos Group Chats, aos podcasts gerados por IA no Copilot, aos recursos experimentais do Copilot Labs e ao Deep Research. Para assinantes profissionais, o Researcher assumirá a função do Deep Research. A companhia também vai aposentar o personagem animado Mico, um blob flutuante.
A Microsoft alerta que outros recursos podem desaparecer temporariamente durante a transição. Os arquivos gerados pelo aplicativo independente do Copilot serão migrados para o OneDrive.
Em julho, o The Information noticiou que Jacob Andreou, vice-presidente executivo da Microsoft responsável pelo Copilot, escreveu em um memorando interno que o aplicativo precisava "conquistar o direito de existir" na vida dos clientes, o que implicava abandonar recursos que não funcionavam.



