Parte dos funcionários do Ministério das Finanças da Rússia recebeu salário em rublos digitais pela primeira vez em 1º de outubro, pouco mais de um mês após o país iniciar a expansão em larga escala de sua moeda digital emitida pelo banco central. Os pagamentos foram confirmados pelo próprio ministério.

Para receber os valores, os servidores precisaram abrir contas de rublo digital na plataforma operada pelo Banco Central da Rússia. A adesão é voluntária, e o governo afirma que trabalhadores podem escolher se desejam ou não receber pagamentos nessa modalidade.

O ministério não informou quantos funcionários aderiram nem o valor total transferido. O movimento, porém, coloca uma das principais estruturas do governo federal entre os primeiros órgãos a usar a infraestrutura após o início da fase de expansão do sistema.

Expansão ganhou escala em setembro

Desde 1º de setembro de 2026, os maiores bancos russos passaram a ser obrigados a oferecer a seus clientes acesso a operações com rublos digitais. Grandes empresas de comércio também começaram a aceitar pagamentos pela nova infraestrutura, dentro de um cronograma que será ampliado gradualmente até 2028.

O rublo digital é emitido diretamente pelo Banco Central da Rússia e funciona como uma terceira forma da moeda nacional, ao lado do dinheiro em espécie e dos depósitos bancários tradicionais. Um rublo digital mantém o mesmo valor de um rublo nas demais formas.

Os pagamentos de outubro não representam, contudo, a primeira utilização de rublos digitais para salários dentro do orçamento federal. Em setembro de 2025, durante a fase piloto, o Tesouro russo realizou uma primeira transferência salarial nessa modalidade para uma pessoa que ocupava um cargo público federal. O teste também incluiu bolsas de estudo e pagamentos relacionados a contratos públicos.

A diferença agora é a entrada do instrumento na rotina de funcionários do próprio Ministério das Finanças, já dentro da fase de uso ampliado. Desde janeiro de 2026, o rublo digital também pode ser empregado de forma mais ampla em operações do orçamento federal, enquanto a integração de outras esferas do orçamento público continuará em etapas.

Continue no Radar