O diretor criativo e cofundador da Panache Digital, Patrice Désilets, afirmou em evento de imprensa em Amsterdam que o estúdio ainda utiliza ferramentas de inteligência artificial (IA) no desenvolvimento de 1666: Amsterdam, mas em quantidade cada vez menor.
A fala ocorre após polêmica no início do ano, quando jogadores identificaram indícios de IA generativa em pinturas do prólogo jogável e em materiais de divulgação. Na ocasião, a desenvolvedora pediu desculpas e disse que não usaria IA na versão final.
Désilets repetiu o pedido de desculpas e afirmou que a IA não estará no produto final. Segundo ele, alguns ativos passaram sem revisão suficiente durante o processo e, desde então, a equipe garantiu que não haverá uso de IA no jogo.
Perguntado se o estúdio ainda usa IA no desenvolvimento, o diretor confirmou que sim, mas cada vez menos. "Vivemos em um mundo cheio de IA, sejamos honestos", afirmou. Ele explicou que a ferramenta permite gerar 75 variações de um elemento em segundos, o que não seria viável com ilustradores, e que, por isso, a equipe passou a usá-la sem perceber.
Désilets disse ainda que é difícil ter uma discussão ampla sobre IA no momento. "Podemos ter uma grande discussão sobre IA como seres humanos, mas agora é difícil ter essa discussão", declarou.
Sobre o jogo
1666: Amsterdam acompanha uma bruxa chamada Noa, na Amsterdam de 1666, além de Aaron, em 1999, e sua descendente Clio, no presente. O jogo será lançado em acesso antecipado para PC via Steam e Epic Games Store em 25 de agosto, por US$ 30. O estúdio, com cerca de 70 funcionários, desenvolve o título desde 2020.


