O portal BNLData divulgou nesta segunda-feira (17), por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), que a receita bruta das bets regulamentadas no Brasil somou R$ 20,07 bilhões no primeiro semestre de 2026. O montante representa alta de 15% na comparação com os R$ 17,4 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.

O valor corresponde ao Gross Gaming Revenue (GGR), diferença entre o total apostado pelos clientes e os prêmios pagos. A média mensal de faturamento ficou em cerca de R$ 3,3 bilhões.
Destinação dos tributos
O avanço da atividade gerou R$ 2,49 bilhões em tributos federais pagos pelas operadoras. Conforme a Lei 14.790, a área esportiva recebeu a maior fatia: R$ 870,15 milhões, destinados ao Ministério do Esporte e às secretarias estaduais. O Turismo ficou com R$ 677,52 milhões; a Segurança Pública, com R$ 329,08 milhões; e a Seguridade Social, com R$ 251,87 milhões.
A Educação recebeu R$ 241,97 milhões; a Saúde, R$ 24,19 milhões; e o Fundo de Aparelhamento da Polícia Civil, R$ 72,18 milhões.
Perfil dos usuários e bloqueios
O mercado contabilizou 30,8 milhões de CPFs únicos ativos nas plataformas reguladas. O gasto médio por usuário subiu 5%, de R$ 618,60 para R$ 649,60 no semestre, o que equivale a cerca de R$ 108,27 por mês. Homens representam 68,47% dos cadastros; mulheres, 31,53%. A faixa etária predominante é de 31 a 40 anos (28,95%), seguida por 25 a 30 anos (21,98%) e 18 a 24 anos (21,30%).

O Ministério da Fazenda confirmou que cerca de 5 milhões de pessoas estão com acesso bloqueado nas plataformas. Desse total, 3 milhões são beneficiários do Bolsa Família ou do Benefício de Prestação Continuada (BPC), em cumprimento a uma restrição imposta pelo Supremo Tribunal Federal no fim de 2024. Outros 1,2 milhão pediram autoexclusão voluntária pelo sistema centralizado do governo, criado em dezembro de 2025; 66,95% optaram por suspensão por tempo indeterminado.



