O Standard Chartered anunciou nesta segunda-feira (12) o início de seu serviço de custódia institucional da stablecoin Ripple USD (RLUSD) na blockchain XRP Ledger. A operação já está disponível para clientes institucionais elegíveis, enquanto uma integração com a LMAX Group, que permitirá utilizar os tokens como garantia em negociações, permanece em desenvolvimento.

A custódia é oferecida pela filial do banco no Dubai International Financial Centre (DIFC), supervisionada pela Dubai Financial Services Authority (DFSA). Com isso, instituições qualificadas podem manter RLUSD na infraestrutura de ativos digitais do Standard Chartered, sem depender da custódia de uma plataforma de negociação.

O anúncio amplia a colaboração entre o banco, a Ripple, emissora da stablecoin, e a LMAX Group, que opera plataformas institucionais de negociação de moedas tradicionais e ativos digitais. A próxima etapa pretende conectar os serviços de custódia à gestão de garantias utilizadas nessas operações.

RLUSD poderá garantir operações na LMAX sem sair da custódia bancária

O mecanismo planejado utiliza um modelo chamado collateral mirroring, no qual o valor dos ativos custodiados pelo Standard Chartered pode ser reconhecido pela LMAX como garantia, sem exigir a transferência direta dos tokens para a plataforma.

Na prática, uma instituição poderia manter seus RLUSD sob custódia bancária e utilizar seu valor para respaldar determinadas operações de negociação. A estrutura separaria a guarda dos ativos de sua utilização como garantia, reduzindo a necessidade de movimentações entre o banco e a plataforma.

As empresas esperam que o modelo diminua riscos operacionais associados às transferências e melhore a gestão da exposição às contrapartes. Esses benefícios, porém, ainda são resultados esperados da integração, não efeitos comprovados de um serviço já implementado.

O Standard Chartered ressalta que a nova funcionalidade depende da conclusão de contratos definitivos, testes bem-sucedidos, exigências legais e regulatórias, aprovações internas e preparação das jurisdições envolvidas. Não foi anunciada uma data para sua disponibilização.

A parceria entre o banco e a LMAX antecede o anúncio. Em 16 de setembro, as empresas haviam ampliado sua colaboração em custódia institucional, incluindo operações em Dubai e Luxemburgo. Na ocasião, também informaram que estudavam soluções capazes de manter ativos fora das plataformas de negociação enquanto seus proprietários acessavam liquidez.

O comunicado de outubro acrescenta o RLUSD a essa estrutura e detalha como a stablecoin poderá ser utilizada como garantia em produtos selecionados da LMAX. Por enquanto, a custódia bancária está operacional, mas a integração para uso dos tokens como garantia ainda não foi concluída.

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