O USPS, serviço postal dos Estados Unidos, informou na sexta-feira (7), em sessão pública do conselho, que vai priorizar o aumento de receita sobre o volume de encomendas e que pode elevar preços de pacotes, mesmo que isso reduza a quantidade transportada.
No trimestre encerrado em 30 de junho, o USPS registrou receita operacional de US$ 19,9 bilhões, alta de 6,1% na comparação anual. O prejuízo líquido caiu de US$ 3,1 bilhões para US$ 2,5 bilhões.
As encomendas e pacotes geraram US$ 8,25 bilhões no período, aumento de US$ 588 milhões (7,7%) ante um ano antes. O volume, porém, caiu 55 milhões de peças, queda de 3,4%. A alta refletiu o crescimento do Ground Advantage e o aumento temporário de preços de transporte implementado em abril para alguns serviços de pacotes.
Estratégia de preços
O diretor-presidente do USPS, David Steiner, afirmou que os resultados mostram que a estratégia de precificação ainda tem espaço para novos aumentos. “Temos mais aumentos a aplicar no mercado. Seria financeiramente irresponsável não fazê-lo”, disse.
Steiner comparou a política do USPS à oferta e demanda de companhias aéreas e supermercados, que ajustam preços para maximizar retorno financeiro, e não para vender a maior quantidade possível. A regulação limita reajustes em produtos monopolizados, mas a agência tem mais flexibilidade do que transportadoras privadas.
Impacto no ecommerce
Mesmo no First-Class Mail, a receita subiu 4,3% no trimestre, com volume 3,5% menor. Para o comércio eletrônico, o USPS segue atraente para entregas leves e de última milha, mas a nova orientação indica que a agência não busca mais pacotes a qualquer preço. Reajustes adicionais podem ocorrer antes do pico de fim de ano.
Modelo insustentável
Steiner afirmou que mesmo um aumento de receita não resolve um modelo “estruturalmente insustentável”. “Precisamos consertar o modelo de negócios que produziu o desequilíbrio de 17 anos entre custos e receita, e isso vai exigir envolvimento do Congresso”, declarou.



