A Adyen divulgou na quinta-feira (13), os resultados do primeiro semestre, com alta de 24% no volume processado e de 28% no volume presencial. A empresa também anunciou a integração de fidelidade aos pagamentos com a aquisição da Talon.One, em meio à preocupação dos varejistas com a desintermediação na era da IA.

O volume processado totalizou €803,8 bilhões, e o presencial, €175,7 bilhões. O presencial respondeu por 22% do total, ante 21% no primeiro semestre de 2025. A companhia encerrou o período com 838 mil terminais transacionais, alta de 27% em um ano. O volume de Unified Commerce, que abrange lojas online e físicas, cresceu 27%, para €240,9 bilhões.

Fidelidade e inteligência artificial

Em teleconferência com analistas, o cofundador e co-CEO, Pieter van der Does, afirmou que a fidelidade é prioridade para os comerciantes. “O que está no topo da mente deles é: como garantir que, em uma era de IA, eu não veja uma desintermediação?”, disse. “A fidelidade é prioridade para eles.” A Talon.One, adquirida pela Adyen, opera tecnologia de promoções e programas de fidelidade para mais de 300 marcas globais.

O CFO interino, Hwa Tsao, informou que a receita líquida do semestre subiu 19%, para €1,3 bilhão, ou 21% em moeda constante. Para 2026, a Adyen espera crescimento de 21% a 23% na receita líquida em moeda constante, incluindo as aquisições da Talon.One e da Orb. Juntas, as aquisições devem acrescentar cerca de um ponto percentual ao crescimento deste ano. As ações da Adyen subiram 16% no pregão de quinta-feira.

Cerca de dois terços do crescimento do semestre veio de clientes já existentes, incorporados até 2024. O restante veio de comerciantes contratados em 2025, novas conquistas e produtos financeiros. A dependência dos maiores clientes diminuiu: 300 comerciantes respondem por cerca de 60% do crescimento total, ante mais de 70% há três anos.

A Adyen afirmou que desenvolve o Adyen Agentic para o ambiente em que os comerciantes possam acomodar vários protocolos de compra por IA, mantendo os sistemas de checkout, estoque e fulfillment. Sobre a possibilidade de criar uma carteira do consumidor, van der Does disse que a empresa pretende permanecer no lado do comerciante: “Grandes varejistas costumam considerar seus compradores como seu domínio. Não queremos intervir nisso.”

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