Na quinta-feira (13), o pesquisador Justin Drake anunciou que a Fundação Ethereum descartou o uso da função hash Poseidon em sua arquitetura pós-quântica planejada. No lugar, a fundação adotará alternativas já estabelecidas, como SHA ou BLAKE.
A Poseidon havia sido avaliada para futuros sistemas pós-quânticos, como o leanVM, que ajudaria a Ethereum a verificar com eficiência grandes volumes de atividade na blockchain. Esses sistemas ainda não foram implantados na mainnet.
Drake afirmou que os avanços em SNARKs, provas compactas usadas para confirmar cálculos sem repetir o trabalho subjacente, eliminaram a vantagem de desempenho da Poseidon. Com isso, hashes convencionais passaram a ter eficiência suficiente para substituí-la.
O pesquisador disse que um leanVM pronto para produção está previsto para 2027, seguido por implantações nas camadas de consenso, dados e execução da Ethereum em 2028. As datas ainda são preliminares.
O fundador e CEO da Eigen Labs, Sreeram Kannan, afirmou que sistemas baseados em hashes tradicionais têm menos vetores de ataque conhecidos do que outras abordagens pós-quânticas e poderiam ser implantados mais rapidamente, pois já passaram por anos de escrutínio. Segundo Kannan, o trabalho conjunto com a fundação e a empresa de provas de conhecimento zero Succinct aumentou a velocidade de prova em 2,5 vezes.


