O Senate Daily Press informou no sábado (8) que o líder da maioria no Senado dos EUA, John Thune, protocolou uma moção de cloture para levar o CLARITY Act ao plenário. Com o recesso de um mês, a votação deve ocorrer apenas em meados de setembro, quando o projeto precisará do apoio de 60 senadores para ser aprovado.
A Câmara aprovou o texto há mais de um ano; ele define regras para o mercado de criptoativos. As negociações bipartidárias avançaram, mas não houve acordo sobre exigências de democratas por regras éticas mais rígidas, especialmente para investimentos em cripto do presidente Donald Trump, que enfrenta escrutínio por causa da World Liberty Financial e do memecoin lançado dias antes de sua posse.
Reações do setor
A senadora Cynthia Lummis afirmou na sexta-feira (7) que está frustrada com o adiamento. "Vou continuar trabalhando com meus colegas para conseguir isso — essa luta está longe de acabar", disse.
Brian Armstrong, CEO da Coinbase, e Faryar Shirzad, diretor de políticas públicas da exchange, classificaram a decisão como "decepcionante" e afirmaram que setembro será o momento de "terminar o trabalho". Tom Lee, chairman da Bitmine, disse em relatório semanal que os mercados financeiros estão mais focados nos dados recentes de inflação e emprego do que no impacto de uma eventual rejeição da proposta.
O conselho editorial do Wall Street Journal, em artigo publicado na quinta-feira (6), argumentou que pequenos bancos serão prejudicados porque dependem de juros para atrair depósitos. O texto afirma que a lei "pode servir a um propósito útil" com alterações e que a indústria cripto "quer ser quase-bancos sem seguir as mesmas regras".


