A Soluna Holdings, operadora de data centers movidos a energia renovável para mineração de Bitcoin e infraestrutura de IA, divulgou receita de US$ 15,1 milhões no segundo trimestre, alta de 145% ante US$ 6,2 milhões no mesmo período de 2025. Do pipeline total de 6,3 GW, apenas 192 MW estavam operacionais em 1º de agosto, cerca de 3%.
Resultados financeiros
O balanço incluiu US$ 4,4 milhões referentes à reclassificação de custos de eletricidade repassados, sem efeito no lucro bruto. Sem esse item, a receita cresceu 73%. O lucro bruto consolidado caiu 60% ante o primeiro trimestre, para US$ 766 mil, pressionado por US$ 1,5 milhão em manutenção no parque eólico Briscoe, custos de ramp-up no Projeto Kati 1 e depreciação.
O Projeto Kati 1 concluiu 48 MW de construção e registrou lucro bruto positivo de US$ 82 mil. O Projeto Dorothy 1A gerou US$ 2,9 milhões em receita e US$ 795 mil em lucro bruto.
O prejuízo líquido GAAP aumentou para US$ 22,6 milhões, ante US$ 17,9 milhões no primeiro trimestre e US$ 7,8 milhões um ano antes. A companhia também contabilizou perda de US$ 4,2 milhões com extinção de dívida.
Diluição e caixa
As ações em circulação subiram de 102,5 milhões em 31 de dezembro de 2025 para 225,8 milhões em 30 de junho, alta de 120%. No semestre, foram vendidas 74,2 milhões de ações no programa at-the-market, com captação líquida de US$ 113,5 milhões, e emitidas 10,2 milhões via acordo standby, com US$ 18,9 milhões líquidos.
Em 10 de agosto, após nova venda de 18,8 milhões de ações por cerca de US$ 23,6 milhões, o total de ações alcançou 244,6 milhões, 139% acima do fim de 2025. O caixa consumido nas operações somou US$ 11,6 milhões no primeiro semestre; os investimentos totalizaram US$ 65,1 milhões, incluindo US$ 51,4 milhões líquidos na aquisição de Briscoe e US$ 25,3 milhões em participações nos projetos Dorothy 1A e 1B.
Pipeline de projetos
Do pipeline de 6,3 GW, 14 MW estavam em construção no Kati 1, 1,6 GW em planejamento e desenvolvimento e 4,5 GW em avaliação com parceiros de energia. O Kati 2, joint venture com a Metrobloks, prevê 100 MW de capacidade crítica de TI na primeira fase e 250 MW na segunda, mas nenhuma fase está em operação.
A base mensurável da companhia é de 192 MW operacionais, com mais de 6 GW ainda em construção, planejamento, desenvolvimento ou avaliação.


