O Standard Chartered iniciou a cobertura da Chainlink com preço-alvo de US$ 200 até o fim de 2030, o que representa potencial de valorização de cerca de 25 vezes sobre a cotação atual de aproximadamente US$ 8. A projeção consta de nota publicada nesta segunda-feira (10) por Geoff Kendrick, chefe global de pesquisa de ativos digitais do banco.

Metas intermediárias e projeções de mercado

No relatório, Kendrick estabeleceu metas escalonadas para o LINK: US$ 13 até o fim deste ano, depois US$ 41, US$ 82 e US$ 133, antes de chegar a US$ 200 em 2030. Para o mesmo horizonte, o banco projeta Bitcoin a US$ 500 mil e Ethereum a US$ 40 mil.

A tese central é a expansão da tokenização. O Standard Chartered estima que o valor de ativos tokenizados em blockchain suba de cerca de US$ 340 bilhões para US$ 4 trilhões até o fim de 2028, alta de aproximadamente 12 vezes. Os ativos aplicados em finanças descentralizadas (DeFi) devem crescer 37 vezes, para US$ 2,7 trilhões até 2030.

A Chainlink cobra pela entrega de dados e pela movimentação de ativos entre blockchains. Com isso, o banco calcula que as taxas da rede aumentem cerca de 25 vezes no período e que o preço do token acompanhe essa evolução.

Liderança em oráculos e clientes institucionais

O relatório destaca a posição dominante da Chainlink no setor de oráculos. O valor total assegurado pela rede supera US$ 110 bilhões, cerca de 70% do valor dependente de oráculos no DeFi global e mais de 80% na rede Ethereum. Aave V3 responde por 44% desse valor segurado.

O banco citou Swift, DTCC, Euroclear, JP Morgan, Mastercard, UBS, Fidelity e S&P Global entre as instituições que usam serviços da Chainlink. Kendrick espera que clientes fora do ecossistema cripto se tornem parcela crescente das receitas, pois fundos e títulos tokenizados exigem mais dados, como valor patrimonial líquido, taxas e atestações de reserva.

Interoperabilidade e concorrência com LayerZero

Em interoperabilidade, a Chainlink ainda fica atrás da LayerZero. Segundo a nota, mais de US$ 7 bilhões em valor de tokens migraram de pontes legadas para o protocolo CCIP da Chainlink desde um exploit de US$ 292 milhões em abril. O volume trimestral do CCIP atingiu US$ 4,9 bilhões no segundo trimestre, alta de 353% na comparação anual.

Reação do mercado e riscos

A nota integra uma série de iniciações de cobertura de projetos DeFi feitas por Geoff Kendrick, todas baseadas na mesma projeção de crescimento de 37 vezes. Em junho, ele definiu preço-alvo de US$ 100 para Uniswap e US$ 3.500 para Aave; em julho, US$ 60 para Morpho. O Uniswap saltou dois dígitos após a publicação, enquanto a Chainlink teve reação mais contida: o LINK operava em US$ 8,25, queda de 0,8% no dia, segundo dados da CoinGecko.

Entre os riscos apontados pelo banco estão a tokenização institucional escalando mais lentamente que o esperado, pilotos que não se convertem em fluxos de produção recorrentes, provedores especializados ganhando participação de mercado e falhas técnicas que abalem a confiança na rede.

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