O empresário Guren Zhou, conhecido como Bobby, esteve por trás da compra de US$ 100 milhões em tokens da World Liberty Financial, empresa de criptomoedas ligada à família do presidente dos EUA, Donald Trump, em junho de 2025, de acordo com reportagem do New York Times publicada no domingo.
A aquisição foi feita por meio da Aqua 1, entidade que se apresenta como um fundo nativo da Web3 e sediada nos Emirados Árabes Unidos. A operação beneficiou financeiramente membros da família de Trump e o cofundador da World Liberty, Zach Witkoff.
Conflito de interesses
A origem do investimento levantou questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse na administração Trump, diante de atores estrangeiros ligados à empresa de criptomoedas da família presidencial. A porta-voz da Casa Branca, Anna Kelley, afirmou repetidamente que não há conflitos de interesse nos investimentos do presidente.
Antecedentes
A reportagem afirma que a forma como Zhou conseguiu investir milhões na World Liberty é um “mistério”, considerando a prisão dele em 2021 no Reino Unido por suspeita de lavagem de dinheiro e o colapso de um negócio de criptomoedas que ele havia lançado.
Antes de a autoria da compra ser atribuída a Zhou, havia especulações de que o responsável seria Dave Lee. A Aqua 1 confirmou em julho de 2025 que Lee se tornou cofundador e CEO da entidade em abril daquele ano, mas não informou se ele era o originador dos recursos aplicados nos tokens.
Entre os principais investidores da World Liberty estão o fundador da Tron, Justin Sun, que aplicou inicialmente US$ 45 milhões, e uma entidade de Abu Dhabi apoiada pelo xeique Tahnoon bin Zayed Al Nahyan, com participação de US$ 500 milhões.


