A operação britânica da Temu aumentou sua receita em 171% em 2025, enquanto o Reino Unido prepara o fim de uma das principais vantagens do comércio eletrônico de baixo custo vindo da China: a isenção de imposto aduaneiro para encomendas de até £135.

A receita da Whaleco UK, empresa ligada à Temu, passou de US$ 63 milhões para US$ 171 milhões no ano encerrado em dezembro. O lucro dobrou, de cerca de US$ 3 milhões para US$ 6 milhões.

Os números não representam o total gasto por consumidores britânicos na plataforma. A entidade local registra principalmente receitas por serviços prestados ao grupo, incluindo suporte a transações e marketing.

Estimativas de Barclays e Retail Economics apontam que consumidores do Reino Unido gastam cerca de £4,7 bilhões por ano em plataformas como Temu e Shein, o equivalente a aproximadamente 5% das vendas online de produtos não alimentícios.

Reino Unido vai acabar com isenção de até £135

Atualmente, mercadorias importadas de até £135 não pagam imposto aduaneiro no Reino Unido, embora o VAT já seja cobrado. O governo decidiu eliminar essa vantagem e pretende implementar as novas regras até outubro de 2028.

A mudança pressiona diretamente o modelo baseado no envio de pequenos pacotes da China, que permite às plataformas reduzir custos e competir agressivamente em preço.

A Temu já tenta diminuir essa dependência ao incorporar vendedores britânicos e produtos armazenados localmente. A estratégia permite que parte dos pedidos seja atendida dentro do próprio país.

O crescimento de 2025 mostra a escala conquistada pela Temu. O próximo desafio será manter preços e volume quando uma das vantagens estruturais de seu modelo de importação desaparecer.

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