A Amazon informou que já investiu R$ 75 bilhões no Brasil desde 2011, sendo R$ 19 bilhões somente em 2025, e que o país se tornou uma das maiores apostas da companhia fora dos Estados Unidos. O balanço foi apresentado pela presidente da Amazon Brasil, Juliana Sztrajtman, durante o Amazon Conecta 2026.
A empresa afirma ter hoje mais de 300 estruturas logísticas espalhadas pelos 26 estados e pelo Distrito Federal, com mais de 100 inaugurações apenas no último ano. Em 2026, o ritmo médio chegou a três novas unidades abertas por semana.
Uma das prioridades da operação é o instant commerce. O Amazon Now, com entregas em até 15 minutos, já está disponível em São Paulo, Osasco, Rio de Janeiro, Campinas, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife e Belo Horizonte. O serviço oferece itens de mercearia, alimentos frescos e congelados, com acompanhamento do pedido em tempo real, inclusive pelo WhatsApp.
No varejo online, a empresa afirma que mais de 50 milhões de itens foram entregues a assinantes Prime no mesmo dia ou no dia seguinte. O marketplace conta com mais de 100 mil vendedores parceiros, dos quais 99% são micro, pequenas e médias empresas.
Participação no e-commerce brasileiro
Juliana Sztrajtman destacou que o e-commerce representa cerca de 14% do varejo brasileiro, enquanto em mercados mais maduros esse percentual supera 40%. Para a executiva, a diferença indica potencial de crescimento, e não atraso.
Segundo ela, a estratégia da empresa no país não pode ser importada de outros mercados. A executiva citou a realidade logística brasileira, que exige adaptações para atender desde grandes centros urbanos até comunidades ribeirinhas da Amazônia.
No Amazonas, o prazo de entrega em comunidades ribeirinhas caiu de aproximadamente 17 dias para dois ou três dias em determinadas localidades. A operação combina transporte aéreo, estações de entrega, embarcações e parceiros regionais.
Logística como serviço para sellers
A empresa informou que, no primeiro trimestre de 2026, vendedores que utilizam o Fulfillment by Amazon (FBA) entregaram mais que o dobro de pedidos em relação ao mesmo período de 2025. Segundo a companhia, esses sellers podem crescer, em média, até quatro vezes mais do que os que não usam o serviço.
A Amazon também planeja criar uma rede de hubs formada por estabelecimentos já existentes, como lojas, gráficas, padarias e assistências técnicas. A ideia é usar a capacidade ociosa desses negócios para postagem de pedidos, entrega local, retirada de produtos e devoluções.
Eventos promocionais e pagamentos
Em sua sétima edição, o Prime Day de 2026 distribuiu R$ 200 milhões em cupons. A empresa também passou a adotar datas duplas como 6.6, 11.11 e 12.12, que funcionam como porta de entrada para novos consumidores experimentarem a plataforma.
Nos meios de pagamento, a Amazon mantém parcerias com Nubank e Bradesco para oferecer cartão co-branded, NuPay e a opção “Parcele sem Cartão”. O objetivo é ampliar o acesso ao e-commerce em um país onde parte da população não possui cartão de crédito.
A empresa também confirmou a chegada do Amazon Basics ao Brasil, com produtos de marcas próprias em categorias de alta recorrência, e o uso de inteligência artificial para melhorar rotas, armazenagem e recomendações de preço aos vendedores.
Executivas da Amazon Brasil também citaram iniciativas como o programa “Vem de Amazon”, a rede de mais de 200 mentores e o “Decola Garota”, voltado a empreendedoras.



