A C.H. Robinson fechou um acordo para adquirir a rival RXO em uma transação de US$ 5,8 bilhões em dinheiro e ações, ampliando sua presença no transporte rodoviário e adicionando operações de entregas de última milha à sua plataforma logística. O negócio foi anunciado na segunda-feira (5) e ainda depende de aprovações regulatórias e dos acionistas da RXO.
A combinação criará uma companhia com valor empresarial superior a US$ 25 bilhões. A RXO será integrada principalmente à divisão North American Surface Transportation da C.H. Robinson, que concentra mais de dois terços da receita da empresa.
Pelo acordo, os acionistas da RXO receberão US$ 17,25 em dinheiro e 0,0856 ação da C.H. Robinson por papel, equivalente a um valor implícito de US$ 30,25 por ação. O preço representa prêmio de 29% sobre o fechamento da RXO em 2 de outubro.
A estrutura prevê que aproximadamente 57% do pagamento seja feito em dinheiro e 43% em ações. Após a conclusão, os atuais acionistas da RXO deverão controlar cerca de 11% da empresa combinada. A parcela em dinheiro será financiada com nova dívida.
Integração mira US$ 300 milhões em economias
A C.H. Robinson estima obter cerca de US$ 300 milhões em sinergias anuais de custos até dois anos depois da conclusão da operação. A companhia pretende aplicar à RXO seu modelo operacional baseado em automação e inteligência artificial, além de combinar estruturas administrativas e reduzir gastos com terceiros.
A aquisição também adiciona à C.H. Robinson as operações da RXO em entregas expressas e de última milha, complementando seus negócios de corretagem de fretes, gestão de transporte e logística internacional. A maior densidade da rede é vista pelas empresas como uma forma de disputar contratos maiores e ampliar a oferta para clientes corporativos.
O mercado reagiu de forma distinta ao anúncio. As ações da RXO avançaram 22%, enquanto os papéis da C.H. Robinson caíram 13% na segunda-feira, refletindo o prêmio oferecido aos acionistas da empresa adquirida e o custo da operação para a compradora.
A conclusão está prevista para o primeiro semestre de 2027. O acordo foi aprovado por unanimidade pelos conselhos das duas empresas, mas ainda precisa receber autorização regulatória e aprovação dos acionistas da RXO.



