Os ETFs de Bitcoin tiveram saída líquida de mais de US$ 140 milhões, a maior registrada em agosto, segundo análise da AMBCrypto com base em dados da CryptoQuant. O movimento indica perda de força da demanda institucional em um momento em que o Bitcoin mostra fraqueza no momentum.

Risco de repetição do padrão do segundo trimestre

O Bitcoin acumula alta de 10% no trimestre, com a máxima chegando a US$ 66 mil, o que abre espaço para uma possível faixa de US$ 70 mil a US$ 75 mil até o fim do período. No entanto, quase 90% desses ganhos ocorreram em julho, sinalizando que o ritmo de alta perdeu força em agosto.

O padrão técnico dos últimos meses preocupa. O BTC fechou março e abril com ganhos de 1,84% e 11,8%, mas maio e junho fecharam em queda de 3% e 20%. Se esse comportamento se repetir, o Bitcoin pode sofrer nova perda de momentum no restante do terceiro trimestre e no quarto.

Dados on-chain já indicam um cenário semelhante. Um analista apontou que o Open Interest (contratos em aberto) segue subindo, mas a demanda spot continua fraca, o que sugere que o movimento atual é puxado por alavancagem. Se a demanda spot não acompanhar, uma liquidação pode colocar o BTC em risco de uma correção no estilo do fim do segundo trimestre.

Além disso, o apetite de investidores americanos está diminuindo. Segundo a CryptoQuant, o Coinbase Premium Index caiu mais de 160% nesta semana, a maior queda de agosto, refletindo a falta de compras agressivas nos EUA. Isso pode dificultar a manutenção do ímpeto de alta.

Os fluxos de ETF reforçam essa leitura. Após o forte momentum inicial, o cenário mudou para baixista, com a saída de mais de US$ 140 milhões. Com o atual posicionamento técnico, essa movimentação pode ser um sinal de alerta para uma correção semelhante à de maio e junho.

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