A Liquid Network confirmou no domingo (6) um incidente de segurança que resultou na retirada de cerca de 4.000 BTC, avaliados em US$ 320 milhões, da carteira de sua federação. A rede suspendeu novas transações enquanto seus operadores investigam a falha e tentam recuperar os recursos.
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Os responsáveis se identificaram como hackers “white hat”, termo usado para pesquisadores que exploram vulnerabilidades com intenção de ajudar na correção. Nesta segunda-feira (7), eles disseram em mensagens registradas na blockchain do Bitcoin que pretendem devolver a maior parte dos fundos, mas condicionaram a transferência à correção da falha que permitiu a retirada. Até a atualização mais recente, os bitcoins permaneciam sob controle dos invasores.
A Blockstream, desenvolvedora da tecnologia usada pela Liquid, respondeu também por meio de mensagens na blockchain. Em uma delas, informou que os nós responsáveis pela ponte haviam sido corrigidos e que os fundos poderiam ser devolvidos com segurança.
A investigação inicial indica que o problema não envolveu o roubo das chaves usadas para autorizar retiradas. Segundo a SideSwap, plataforma pela qual a operação foi processada, um usuário enviou 4.000 L-BTC ao serviço de conversão para bitcoin por volta das 14h05 UTC de domingo. Cerca de 23 minutos depois, a federação liberou aproximadamente 3.996 BTC para o endereço indicado.
A SideSwap afirmou que a Blockstream associou os L-BTC usados na operação a uma falha no Elements, software de código aberto que serve de base para a Liquid. Na prática, os ativos chegaram ao sistema de retirada como se fossem L-BTC legítimos e passaram pelo processo normal de resgate. A plataforma disse que seus próprios sistemas e sua chave de autorização não foram comprometidos. A Blockstream ainda não publicou uma análise técnica completa sobre a causa do incidente.
A Liquid funciona como uma sidechain do Bitcoin: usuários bloqueiam BTC e recebem L-BTC para movimentar recursos dentro da rede, com a expectativa de que cada unidade permaneça respaldada por bitcoin mantido pela federação. O incidente ocorreu nessa infraestrutura e não comprometeu a rede principal do Bitcoin.
Após detectar o problema, a Liquid desativou temporariamente seus bridge nodes, impedindo o envio de novas transações, e pediu a exchanges que suspendessem depósitos e retiradas de L-BTC. A empresa afirmou que outros ativos emitidos na rede, como USDT, DePix e ativos tokenizados do mundo real, não foram diretamente afetados.
A retomada das operações depende agora da correção da vulnerabilidade e da resolução da situação dos bitcoins retirados. Apesar da promessa dos responsáveis de devolver a maior parte do valor, ainda não havia confirmação pública da restituição dos fundos nesta segunda-feira.



