A Mastercard começou a testar nos Estados Unidos uma tecnologia capaz de indicar a probabilidade de uma transação ter sido iniciada por um agente de inteligência artificial. A ferramenta integra a expansão do Agent Pay e pretende dar a bancos e comerciantes mais contexto para autorizar compras realizadas por sistemas autônomos.
O serviço atribui um score de probabilidade às transações para ajudar emissores a diferenciar operações feitas por agentes de IA do comércio eletrônico convencional. Nesta primeira fase, a tecnologia está disponível para testes no mercado americano.
A Mastercard pretende combinar sinais relacionados ao comportamento do agente, risco do comerciante, características da transação, credenciais utilizadas e perfil do consumidor. O objetivo é identificar atividades automatizadas legítimas e operações que possam exigir verificações adicionais.
Bancos ganham mais contexto sobre quem está comprando
A mudança se torna relevante porque um agente pode executar diversas compras em sequência em nome do usuário. Um sistema encarregado de organizar uma viagem, por exemplo, pode reservar passagem, hotel e transporte em diferentes estabelecimentos, comportamento que sistemas tradicionais de prevenção a fraude podem considerar incomum.
A tecnologia faz parte do Mastercard Agent Pay Trust Framework, estrutura criada para verificar a identidade do agente, a intenção do consumidor e os limites definidos para uma transação.
A empresa também trabalha com Cloudflare e Skyfire em tecnologias destinadas a identificar agentes e combinar sinais da internet com informações da rede de pagamentos.
A iniciativa acompanha a preparação do setor financeiro para o avanço do chamado comércio agêntico. A Mastercard estima que um em cada dez consumidores poderá utilizar agentes de IA regularmente para realizar compras até 2030.



