A Novo Nordisk firmou uma parceria com a Anthropic para usar modelos Claude na descoberta e no desenvolvimento de novos medicamentos, além de ampliar o uso de inteligência artificial na engenharia de software da farmacêutica. A colaboração foi anunciada na quarta-feira (16).

A dona de Ozempic e Wegovy pretende testar inicialmente o Claude Science em fluxos específicos de pesquisa e desenvolvimento. As empresas também trabalharão em problemas científicos identificados por pesquisadores e equipes computacionais da Novo, com foco em ferramentas capazes de apoiar o raciocínio sobre biologia e mecanismos de ação de medicamentos.

O acordo prevê ainda o desenvolvimento de soluções direcionadas a etapas específicas da pesquisa farmacêutica. Segundo a Novo, a expectativa é usar IA para aumentar a produtividade em P&D e reduzir o tempo entre a pesquisa inicial e a chegada de novos tratamentos ao mercado.

Os modelos de fronteira da Anthropic também serão aplicados ao desenvolvimento de software orientado por IA, área considerada pela farmacêutica um componente necessário para ampliar o uso da tecnologia internamente. A parceria prevê governança de dados e supervisão humana para os sistemas adotados.

A Novo já vinha utilizando Claude em outras partes de sua operação. A companhia emprega a tecnologia para automatizar a produção de relatórios de ensaios clínicos e acelerar a preparação de documentação ligada a pacientes, segundo informações divulgadas sobre a adoção dos modelos.

Novo amplia rede de parcerias de IA

O acordo com a Anthropic faz parte de uma estratégia mais ampla da farmacêutica para incorporar inteligência artificial à pesquisa e às operações. Em abril, a Novo anunciou uma parceria com a OpenAI para aplicar IA desde a descoberta de medicamentos até atividades comerciais.

Em agosto, a companhia também fechou uma parceria estratégica com a AWS, que inclui um centro conjunto de inovação em Londres voltado ao uso de IA e computação em nuvem para reduzir o tempo entre a identificação de um alvo terapêutico e os primeiros testes em humanos.

A nova colaboração ocorre enquanto grandes farmacêuticas ampliam investimentos em IA para análise de dados, desenho de estudos e automação de processos de pesquisa. No caso da Novo, a empresa pretende usar essas ferramentas também para diversificar seu portfólio além dos medicamentos baseados em GLP-1 que impulsionaram seu crescimento nos últimos anos.

Continue no Radar