Alibaba, Tencent, ByteDance e outras empresas chinesas encomendaram cerca de 6 milhões de chips RTX Pro 5500 da Nvidia, avaliados em aproximadamente US$ 70 bilhões, mas esperam receber apenas 1% desse volume nos próximos quatro meses. A estimativa foi revelada pela Bloomberg em reportagem divulgada em 4 de novembro, com base em fontes familiarizadas com os pedidos.
As companhias calculam que receberão somente algumas dezenas de milhares de unidades nesse período. Cada chip custa mais de US$ 11 mil, mas o valor total das encomendas representa uma demanda potencial, não receita já realizada pela fabricante americana.
Os primeiros lotes devem incluir alguns milhares de unidades até dezembro de 2026, seguidos por dezenas de milhares em fevereiro de 2027. Segundo a Bloomberg, uma projeção interna de um dos principais compradores indica que as entregas acumuladas poderiam alcançar 700 mil chips até o fim de 2027, ainda muito abaixo dos 6 milhões solicitados.
O problema está na capacidade de produção da Nvidia, que enfrenta uma demanda global elevada e prioriza seus processadores mais sofisticados e rentáveis. A empresa depende da fabricante taiwanesa TSMC, cuja capacidade também está sendo direcionada a produtos de próxima geração, incluindo a plataforma Rubin.
Restrições americanas tornam a RTX Pro 5500 uma alternativa para a China
A RTX Pro 5500 utiliza a arquitetura Blackwell e foi desenvolvida originalmente para estações de trabalho profissionais. Empresas chinesas pretendem empregá-la principalmente em inferência de inteligência artificial, processo no qual modelos já treinados executam tarefas e geram respostas.
Embora menos potente que aceleradores de data center como o B300, cuja exportação para a China é proibida pelos Estados Unidos, a RTX Pro 5500 não está sujeita às mesmas restrições. Isso a tornou uma alternativa para companhias chinesas que precisam ampliar sua capacidade computacional.
Em 20 de outubro, a Reuters já havia informado que Alibaba, Tencent e ByteDance haviam solicitado mais de 3 milhões de unidades, avaliadas em mais de US$ 35 bilhões. Na ocasião, fontes relataram que a Nvidia não conseguia garantir o atendimento integral das encomendas.
A escassez também mantém a pressão sobre fornecedores chineses como Huawei, Cambricon e T-Head, divisão de semicondutores da Alibaba. Apesar dos avanços tecnológicos, essas empresas enfrentam limitações de fabricação e dificuldades para obter componentes avançados.
Questionada pela Bloomberg, a Nvidia não confirmou os volumes previstos de entrega. Um porta-voz criticou tanto as restrições americanas de exportação quanto os limites impostos pela China à importação de produtos dos Estados Unidos. Alibaba, Tencent e ByteDance não responderam aos pedidos de comentário do veículo.



