A maioria dos americanos acredita que a inteligência artificial está avançando rápido demais. Uma pesquisa divulgada em 8 de outubro pelo AP-NORC Center for Public Affairs Research revelou que 64% dos adultos nos Estados Unidos consideram excessiva a velocidade de desenvolvimento da tecnologia, enquanto 27% avaliam o ritmo como adequado e apenas 8% acreditam que a evolução deveria ser mais rápida.
A preocupação atravessa as divisões políticas, embora seja mais intensa entre os democratas. Nesse grupo, 76% consideram o avanço acelerado demais, proporção que cai para 54% entre os republicanos.
O levantamento também identificou uma diferença entre o que os americanos esperam da atuação do governo e a confiança depositada nos responsáveis por conduzir a política de inteligência artificial.
Controle humano e proteção dos empregos superam corrida tecnológica
Quando questionados sobre as prioridades do governo americano, 81% dos entrevistados consideraram extremamente ou muito importante manter a inteligência artificial sob controle humano. Outros 77% atribuíram a mesma importância à proteção dos trabalhadores americanos.
Essas preocupações receberam mais destaque do que objetivos associados à expansão tecnológica. Promover a inovação foi considerado altamente importante por 51% dos participantes, enquanto apenas 45% deram essa classificação à competição com outros países, como a China.
O contraste aparece também na avaliação da classe política. 39% dos americanos não confiam nem nos republicanos nem nos democratas para lidar adequadamente com questões relacionadas à IA. Outros 23% confiam mais no Partido Democrata, 21% preferem o Partido Republicano e 16% consideram ambos igualmente capazes.
O presidente Donald Trump também enfrenta resistência nessa área. Apenas 31% aprovam sua condução das questões relacionadas à inteligência artificial, enquanto 67% desaprovam.
A pesquisa examinou ainda o uso de ferramentas de IA nas eleições legislativas americanas de novembro. Cerca de 21% dos entrevistados afirmaram já ter utilizado ou pretender utilizar a tecnologia para pesquisar candidatos ou questões presentes nas cédulas eleitorais.
Um grupo menor, equivalente a 10% dos adultos, declarou já ter recorrido ou planejar recorrer à IA para ajudar a decidir em quem votar. O questionário reuniu o uso efetivo e a intenção futura em uma única resposta, sem distinguir quantos participantes já utilizaram essas ferramentas para essa finalidade.
Realizada entre 24 e 28 de setembro de 2026, a pesquisa ouviu 2.140 adultos americanos por entrevistas on-line e telefônicas. A margem de erro geral é de 2,9 pontos percentuais, para mais ou para menos.



