Bilal Chughtai afirma que sistemas avançados podem representar risco existencial e defende desacelerar a corrida entre os principais laboratórios.

Bilal Chughtai, pesquisador que trabalhou com segurança de inteligência artificial na Google DeepMind, tornou pública na segunda-feira (14) sua saída da empresa e afirmou estar “extremamente preocupado” com a trajetória da tecnologia. Ele disse acreditar que sistemas avançados de IA têm potencial para “matar todos nós”.

Chughtai atuava em segurança e alinhamento de inteligência artificial geral (AGI), área dedicada a garantir que sistemas cada vez mais capazes permaneçam sob controle e sigam objetivos compatíveis com interesses humanos. Ele deixou a DeepMind em julho de 2026.

Segundo o pesquisador, as capacidades dos modelos estão avançando mais rapidamente do que as técnicas usadas para compreender e controlar seu comportamento. Chughtai afirmou que, desde que começou a trabalhar com IA em 2022, agentes passaram a operar de maneira muito mais autônoma.

Ele defende que os principais laboratórios reduzam o ritmo de desenvolvimento dos sistemas mais avançados para permitir que mecanismos de segurança acompanhem a evolução da tecnologia.

Alertas crescem dentro dos próprios laboratórios

A manifestação ocorre em meio a uma sequência de alertas de pesquisadores ligados às principais empresas de IA. Recentemente, profissionais da Anthropic também defenderam maior cautela diante da possibilidade de sistemas futuros superarem capacidades humanas em diversas áreas.

Após deixar a DeepMind, Chughtai passou a trabalhar na BlueDot Impact, organização sem fins lucrativos voltada à formação de profissionais em segurança de inteligência artificial.

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