A Securitize, plataforma de emissão e serviços de títulos tokenizados, informou que o volume agregado de transações saltou 147% no segundo trimestre, para US$ 5,3 bilhões. Na comparação anual, a receita caiu 5%, para US$ 14,4 milhões, e a companhia reportou prejuízo líquido de US$ 21,7 milhões.
A média de ativos tokenizados sob gestão atingiu US$ 4,3 bilhões, alta de 16% ante um ano antes. Segundo a administração, o aumento do volume foi puxado principalmente por subscrições e resgates nos fundos BUIDL e BUIDL-I da BlackRock, além de uma subscrição de US$ 250 milhões no Securitize Tokenized AAA CLO Fund.
A receita de tokenização caiu 12%, para US$ 7,8 milhões, enquanto a receita de serviços de ativos subiu 3%, para US$ 6,6 milhões. A empresa atribuiu a queda da receita de tokenização ao menor número de integrações on-chain concluídas no período.
Custos e resultado
As despesas operacionais cresceram 56% ano a ano, para US$ 24,1 milhões, com alta de US$ 4,7 milhões em despesas gerais e administrativas e de US$ 2,5 milhões em remuneração. O prejuízo operacional passou de aproximadamente US$ 200 mil para US$ 9,7 milhões. O Ebitda ajustado, medida não-GAAP definida pela empresa, foi negativo em US$ 5,5 milhões, ante lucro de US$ 1,8 milhão.
O prejuízo líquido incluiu um efeito adverso líquido de US$ 11,7 milhões de movimentos de valor justo, como perdas de US$ 29,3 milhões em passivos de opções e US$ 4,3 milhões em acordos simples de equity futuro, parcialmente compensadas por um ganho de US$ 21,8 milhões em passivos derivativos.
Em 30 de junho, a Securitize tinha US$ 33,6 milhões em caixa, um dia antes de concluir a combinação com a Cantor Equity Partners II. Em balanço pro forma que considera a operação como se tivesse sido fechada em 30 de junho, o caixa combinado seria de US$ 352,6 milhões, sem dívidas, embora ainda houvesse US$ 118,5 milhões em passivos totais, incluindo earnouts e juros a pagar.
O próximo desafio é converter o maior uso da plataforma em receitas de integração e serviços de ativos sem deixar a estrutura de custos de empresa pública superar as vendas.


