O Walmart anunciou na quinta-feira (1º) a expansão do Shop to Light, recurso que permite localizar produtos nas lojas usando o aplicativo da rede. Ao buscar um item, o cliente pode acionar um pequeno LED na etiqueta digital correspondente, que passa a piscar na prateleira e indica sua posição exata.

A funcionalidade aproveita a infraestrutura das etiquetas digitais que o varejista já vinha instalando para substituir etiquetas de papel. O mesmo hardware agora atende também tarefas internas ligadas à reposição de mercadorias e à separação de pedidos feitos pela internet.

No Stock to Light, funcionários usam dispositivos móveis para acionar a luz da etiqueta e identificar rapidamente onde cada produto deve ser colocado. Já o Pick to Light utiliza o LED para localizar o item correto durante a preparação de pedidos para retirada ou entrega.

Com isso, uma tecnologia inicialmente associada à atualização de preços passa a funcionar como uma camada física conectada aos sistemas digitais da operação. Para o Walmart, isso reduz o tempo gasto procurando produtos tanto por consumidores quanto por funcionários responsáveis pelo estoque e pelo comércio eletrônico.

Tecnologia já está em mais de 4.300 lojas

As etiquetas digitais já estão presentes em mais de 4.300 lojas do Walmart nos Estados Unidos. A empresa pretende levar Shop to Light, Stock to Light e Pick to Light para as lojas da rede antes da temporada de fim de ano.

O Shop to Light começou a chegar a um número limitado de unidades durante o verão americano e já registrou 5 milhões de acionamentos por clientes, segundo Greg Cathey, vice presidente sênior de transformação digital do Walmart.

A expansão ocorre enquanto etiquetas digitais ganham mais funções dentro das lojas físicas. Além de exibir preços, elas passam a conectar o aplicativo usado pelo consumidor, os sistemas de reposição e a operação responsável por preparar compras realizadas online.

O Walmart afirma que as etiquetas não definem preços automaticamente e que os valores continuam sendo aprovados de forma centralizada. Segundo a empresa, os dispositivos também não possuem câmeras ou microfones e não coletam informações capazes de identificar ou acompanhar clientes dentro das lojas.

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