A Anthropic registrou prejuízo líquido de US$ 80,7 bilhões no primeiro semestre de 2026, ante US$ 13 bilhões no mesmo período do ano anterior. Desse total, US$ 72 bilhões correspondem a um ajuste contábil, e não a uma saída de caixa equivalente. Os números constam de um prospecto preliminar para abertura de capital consultado pela Reuters, que divulgou as informações na terça-feira (20).

O ajuste está relacionado à valorização de títulos emitidos pela empresa que podem ser convertidos em ações. Com o aumento do valor estimado desses instrumentos financeiros, a diferença é registrada contabilmente como despesa, ampliando o prejuízo líquido sem representar um gasto operacional equivalente.

A distinção é importante porque os custos de infraestrutura também cresceram. A desenvolvedora do Claude gastou quase US$ 9 bilhões com capacidade computacional e infraestrutura entre janeiro e junho, contra US$ 2,3 bilhões no mesmo intervalo de 2025.

Além dessas despesas, a companhia assumiu compromissos de pelo menos US$ 518 bilhões com serviços de nuvem, computação e infraestrutura ao longo de dez anos. Esse montante representa obrigações distribuídas por vários anos, não recursos integralmente desembolsados no semestre.

A divulgação ocorre enquanto a Anthropic prepara sua possível estreia na bolsa, esperada para novembro de 2026. O prospecto ainda é preliminar, e investidores avaliam as perspectivas financeiras da empresa diante dos custos de expansão de seus sistemas de inteligência artificial.

A Anthropic não respondeu ao pedido de comentário da Reuters.

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