A Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos Estados Unidos (CFTC) anunciou nesta terça-feira (3) que contratos futuros perpétuos vinculados a ações individuais podem começar a ser negociados em mercados regulados no país. A medida contempla apenas bolsas que possuam os registros exigidos tanto pela CFTC quanto pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC).
O anúncio foi feito por Michael S. Selig, presidente da CFTC, e representa a extensão de um instrumento popular no mercado de criptomoedas para derivativos de ações tradicionais. Os contratos, conhecidos como equity perpetual futures ou equity perps, permitem negociar a exposição ao preço de uma ação sem uma data fixa de vencimento, diferentemente dos contratos futuros convencionais.
Segundo Selig, a iniciativa busca permitir que participantes do mercado americano utilizem esses instrumentos dentro da estrutura regulatória dos Estados Unidos, em vez de recorrer a plataformas estrangeiras que podem operar sem supervisão equivalente.
Quais mercados podem oferecer os contratos
A autorização está restrita a mercados de contratos designados (DCMs) pela CFTC que também estejam registrados na SEC como bolsas nacionais habilitadas a negociar futuros sobre valores mobiliários.
Na declaração oficial, Selig esclareceu que os contratos foram considerados aprovados pela CFTC nos termos da regulamentação 40.3, como produtos futuros sobre valores mobiliários. Por isso, permanecem sujeitos às exigências da legislação americana de derivativos e valores mobiliários, sob supervisão das duas agências.
O presidente também relacionou a decisão à aproximação regulatória entre CFTC e SEC, que firmaram um memorando de entendimento em março de 2026 para fortalecer a coordenação institucional.
A possibilidade regulatória de negociação não significa disponibilidade comercial imediata. O comunicado não confirma que alguma bolsa já tenha iniciado operações com esses contratos nem estabelece acesso irrestrito para investidores de varejo.
Os equity perps são instrumentos derivativos. Sua negociação permite exposição às oscilações de preço das ações utilizadas como referência, mas não representa a compra direta desses papéis.



