A China ultrapassou 700 milhões de usuários de inteligência artificial generativa no primeiro semestre de 2026, levando a taxa de adoção da tecnologia para mais de 50% da população. Os dados fazem parte do Relatório de Desenvolvimento de Aplicações de Inteligência Artificial Generativa 2026, divulgado nesta terça-feira (29) pelo China Internet Network Information Center, o CNNIC.
O avanço amplia rapidamente a base registrada no fim de 2025, quando o país tinha 602 milhões de usuários e uma taxa de penetração de 42,8%. Em seis meses, portanto, pelo menos 98 milhões de pessoas passaram a integrar essa base, um crescimento mínimo de cerca de 16%.
Perguntas lideram o uso e ferramentas de produtividade avançam
As perguntas e consultas continuam sendo o principal uso da tecnologia. Segundo o levantamento, 76% dos usuários utilizam IA generativa para obter respostas, enquanto 47,8% recorrem às ferramentas para trabalhar com imagens ou vídeos. Outros 37,6% usam IA para processamento de texto e 32,5% para tarefas como resumos de trabalho, atas de reuniões e apresentações.
O CNNIC também registrou uma aceleração no uso de ferramentas voltadas a tarefas cotidianas e produtividade. A frequência de utilização de assistentes gerais de IA e aplicações de eficiência no trabalho mais que dobrou em um ano, indicando que a expansão não ocorre apenas no número de pessoas alcançadas, mas também na recorrência de uso.
A marca de 700 milhões consolida uma trajetória de crescimento que ganhou velocidade ao longo de 2025. No fim daquele ano, o número de usuários de IA generativa já havia avançado 141,7% em relação a dezembro de 2024, elevando a taxa de adoção de 17,6% para 42,8% da população.
A expansão ocorre paralelamente ao aumento da oferta de serviços no mercado chinês. Dados da Administração do Ciberespaço da China mostram que, até 31 de agosto, 1.112 serviços de IA generativa haviam concluído o processo oficial de registro no país, além de 731 aplicações ou funcionalidades que utilizam modelos já registrados.



