A DraftKings desenvolveu modelos de inteligência artificial para identificar clientes com maior probabilidade de responder a promoções apostando e perdendo mais dinheiro, segundo investigação publicada pelo The New York Times. A empresa contesta que suas ofertas sejam definidas pelas perdas dos usuários.
O sistema começou a ser desenvolvido em 2023 com dados dos próprios apostadores e buscava estimar quanto cada cliente poderia gerar em perdas adicionais após receber uma promoção.
O modelo considerava fatores como frequência de jogo, saldo da conta, valores apostados e perdidos e probabilidade de abandono da plataforma. Em um dos testes, cerca de 5 mil jogadores de cassino online foram analisados.
Ex-funcionários disseram ao NYT que a DraftKings continuou aprimorando técnicas de ciência de dados para direcionar incentivos a clientes considerados mais rentáveis. Modelos semelhantes também foram aplicados às apostas esportivas.
DraftKings nega que perdas determinem ofertas
A companhia afirmou que suas promoções são direcionadas com base no uso contínuo e no engajamento dos clientes, e não nas perdas.
Documentos públicos da DraftKings mostram que a empresa utiliza ciência de dados, segmentação e métricas como valor do cliente ao longo do tempo, retenção e retorno sobre investimento para definir estratégias promocionais.
A companhia registrou US$ 6,05 bilhões em receita em 2025, alta de 27% na comparação anual.
A investigação também apontou que projetos internos voltados a prever jogadores em risco de desenvolver problemas com apostas foram interrompidos ou não implementados. A DraftKings afirmou que não encontrou evidências suficientes de eficácia nesses modelos e diz utilizar outros indicadores comportamentais para identificar situações de risco.



