O HSBC lançou nesta sexta-feira (23) a RedCoin (RCHKD), sua primeira stablecoin, integrada ao aplicativo de pagamentos PayMe em Hong Kong. A moeda digital, denominada em dólares de Hong Kong, terá acesso potencial a mais de 3,3 milhões de usuários da plataforma.

Regulada pela Hong Kong Monetary Authority (HKMA), a RedCoin foi desenvolvida para pagamentos entre pessoas e compras em estabelecimentos comerciais. O ativo é projetado para permitir resgates na proporção de 1:1 com o dólar de Hong Kong, com reservas mantidas em ativos segregados de alta liquidez.

Carteiras serão ativadas progressivamente no PayMe

Embora o lançamento oficial tenha ocorrido em 23 de outubro, os usuários poderão ativar suas carteiras digitais gradualmente nos próximos dias. A integração permitirá transferências entre pessoas e pagamentos em mais de 100 mil estabelecimentos participantes do PayMe.

A base de 3,3 milhões de usuários representa o público potencial da novidade, não a quantidade de carteiras ativadas ou de clientes que já realizaram transações com a stablecoin.

Antes do lançamento, o HSBC realizou testes com quase 100 participantes de sua equipe, envolvendo a emissão de tokens, a ativação de carteiras e transferências reais.

Maggie Ng, CEO do HSBC em Hong Kong, afirmou que dinheiro, ativos e informações estão migrando da infraestrutura tradicional para redes digitais permanentemente disponíveis e cada vez mais programáveis. A executiva apresentou a RedCoin como parte da estratégia de levar essas tecnologias aos serviços financeiros cotidianos.

A infraestrutura de custódia é fornecida pelo HSBC Digital Assets Custody. O banco recebeu sua licença de emissor de stablecoins em abril de 2026.

Até o final de 2026, o HSBC também pretende disponibilizar carteiras no aplicativo bancário principal de Hong Kong e permitir o uso da RedCoin na aquisição de determinados produtos de investimento tokenizados. Essas funcionalidades ainda fazem parte das próximas etapas de expansão.

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