A TSMC está consultando fornecedores sobre a possibilidade de utilizar motores sem terras raras em equipamentos de suas fábricas de chips. A iniciativa, revelada pela Reuters nesta quinta-feira (22), busca reduzir o risco de interrupções no fornecimento de componentes industriais sujeitos aos controles de exportação da China.

Segundo três executivos do setor familiarizados com os planos, a fabricante taiwanesa está avaliando alternativas para os sistemas de automação de suas instalações. As conversas ainda estão em estágio preliminar, sem adoção generalizada dos novos equipamentos.

O interesse está relacionado às restrições impostas por Pequim em 2025 sobre a exportação de determinados materiais de terras raras, ímãs e tecnologias de processamento. Essas medidas exigem licenças para o fornecimento de produtos específicos ao exterior.

Ímãs de terras raras são utilizados em motores que movimentam componentes de máquinas industriais, incluindo equipamentos presentes nas fábricas altamente automatizadas da TSMC.

Uma eventual escassez dessas peças especializadas poderia comprometer operações de fabricação de semicondutores destinados a smartphones, sistemas de inteligência artificial, data centers e aplicações de defesa.

A empresa, maior fabricante mundial de chips por encomenda, preferiu não comentar as informações apresentadas pela Reuters.

A busca por alternativas ocorre enquanto Taiwan e Estados Unidos desenvolvem iniciativas para diminuir a dependência das cadeias chinesas de minerais críticos.

Em fevereiro de 2026, o governo taiwanês anunciou apoio ao Instituto de Pesquisa de Tecnologia Industrial (ITRI) para desenvolver tecnologias relacionadas a terras raras. O plano inclui uma linha piloto de produção, prevista para os próximos três anos, com capacidade estimada para atender 50% da demanda doméstica de Taiwan.

Por enquanto, não há confirmação de que a TSMC tenha substituído motores existentes ou definido um cronograma para incorporar equipamentos sem terras raras às suas fábricas.

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