A Visa e a Reap anunciaram nesta quarta-feira (23) uma expansão da parceria para levar programas de cartões vinculados a stablecoins à Europa, Oriente Médio, África e outros mercados. A iniciativa amplia uma operação já presente na Ásia e América Latina e permanece sujeita às exigências regulatórias de cada país.

O modelo permite que fintechs, empresas e plataformas ofereçam cartões financiados ou garantidos por stablecoins. Os clientes podem usar esses ativos como garantia, pagar faturas com moedas digitais e financiar despesas corporativas internacionais dentro da rede Visa.

A Visa afirma que o volume de liquidação com stablecoins em sua rede já atingiu um ritmo anualizado de US$ 20 bilhões, cerca de 15 vezes o nível registrado um ano antes. A companhia também contabiliza mais de 160 programas de cartões ligados a stablecoins em operação globalmente.

A Reap já participa da infraestrutura de liquidação em stablecoins da Visa na região Ásia-Pacífico. O sistema permite que emissores liquidem obrigações por blockchain fora do horário bancário tradicional, reduzindo a dependência de saldos pré-financiados para operações com cartões.

Reap prepara stablecoin ligada ao peso mexicano

Além da expansão dos cartões, a Reap trabalha em uma stablecoin vinculada ao peso mexicano para integrar seus produtos de pagamentos, cartões e gestão de tesouraria, segundo informações fornecidas pelo fundador Daren Guo ao CoinDesk.

A empresa ainda não revelou uma data de lançamento nem informou quem será responsável pela emissão do ativo. Também avalia stablecoins denominadas em euro, iene, won sul-coreano e dólar de Hong Kong, com foco em câmbio e movimentação internacional de recursos durante 24 horas.

O México ganhou espaço nessa estratégia após a Reap se tornar, em maio, membro principal emissor da Visa no país, permitindo à companhia operar programas de cartões com sua própria infraestrutura.

A iniciativa amplia a tentativa de levar stablecoins para além dos tokens atrelados ao dólar. Para empresas com operações internacionais, moedas digitais denominadas em moedas locais podem reduzir etapas de conversão cambial e permitir liquidações mesmo fora do horário dos sistemas bancários tradicionais.

Continue no Radar