A Forter ampliou suas ferramentas para identificar tráfego gerado por agentes de inteligência artificial e avaliar o risco de compras realizadas por esses sistemas. A plataforma busca diferenciar assistentes legítimos de automações associadas a fraude e conectar a atividade do agente à identidade do consumidor.

A mudança acompanha o avanço de assistentes capazes de pesquisar produtos, montar carrinhos e executar compras sem que o usuário navegue diretamente pelo site da loja. A Forter afirma que sua infraestrutura já consegue identificar esse tráfego e aplicar decisões de risco específicas para o novo canal.

A companhia também permite que varejistas definam quais produtos um agente pode comprar, destinos de entrega, preços e quais assistentes estão autorizados a concluir uma transação.

Fraude também chega ao comércio agentic

O desafio é que agentes legítimos e automações maliciosas podem chegar ao checkout de formas semelhantes. Em transações agentic, sinais tradicionais de dispositivo ou sessão podem estar ausentes, exigindo novos dados sobre a origem e a plataforma responsável pela operação.

Em janeiro, a Forter afirmou que transações agentic fraudulentas cresceram 970% em seis meses dentro de sua rede. O dado não representa necessariamente todo o mercado, mas indica que o risco acompanha a adoção desse modelo de compra.

Na prática, sistemas antifraude passam a precisar determinar não apenas quem é o consumidor, mas também qual agente está agindo em seu nome e se essa relação é legítima. Isso desloca parte da disputa por identidade e prevenção de fraude para a nova camada de comércio operada por IA.

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