A Huawei colocou a inteligência artificial no centro de sua estratégia de crescimento e prevê que até 900 bilhões de agentes de IA poderão estar ativos no mundo até 2035. Guo Ping, presidente do conselho fiscal da companhia, classificou a tecnologia como a maior oportunidade de crescimento da empresa.
A projeção acompanha o relatório Intelligent World 2035, divulgado nesta quarta-feira (16). Segundo a Huawei, agentes autônomos poderão responder por mais de 90% do tráfego global de tokens de IA dentro de nove anos.
A empresa estima ainda que o consumo anual de tokens — unidades processadas pelos modelos de IA — crescerá 100 mil vezes no período. Esse avanço deverá ampliar principalmente a demanda por chips, redes, data centers e serviços de computação.
Para atender a esse cenário, a Huawei propõe aumentar em 100 vezes a escala dos clusters de computação e reduzir em mil vezes o custo de execução de tarefas por agentes. Segurança e proteção de dados também aparecem entre as prioridades tecnológicas para a próxima década.
Huawei concentra aposta na infraestrutura de IA
A estratégia está diretamente ligada aos negócios da companhia. Guo afirmou que a Huawei pretende concentrar seus investimentos em conectividade e computação e busca ocupar na infraestrutura de IA uma posição semelhante à que a Nvidia exerce atualmente no mercado.
Em vez de priorizar o desenvolvimento de um grande modelo proprietário, a empresa pretende fornecer infraestrutura para que clientes executem diferentes sistemas de IA utilizando chips Ascend, processadores Kunpeng e seus clusters de computação.
A Huawei também espera aplicar agentes em áreas nas quais já possui grandes volumes de dados, como smartphones e direção inteligente. A estratégia mantém a companhia concentrada em seus negócios atuais enquanto prepara sua infraestrutura para um mercado no qual softwares autônomos deverão representar parcela crescente da demanda por computação.



