Palantir, Nvidia e Booz Allen Hamilton passaram a limitar o uso de modelos avançados da Anthropic em trabalhos com informações sensíveis, diante de preocupações com retenção de dados e propriedade intelectual. As medidas foram reveladas pelo The Information na segunda-feira (14).
As restrições estão ligadas à política de segurança adotada pela Anthropic para seus modelos mais avançados, que prevê retenção dos dados por até 30 dias para detectar ataques, jailbreaks e outros abusos. A empresa afirma que essas informações não são usadas para treinar novos modelos.
A Palantir exige uma garantia de retenção zero antes de oferecer o Claude Fable diretamente por sua plataforma. Até que essa condição seja atendida, clientes ainda podem contratar o modelo diretamente da Anthropic.
A Nvidia utiliza o modelo em tarefas consideradas menos sensíveis, mas recorre aos próprios modelos Nemotron em operações internas que envolvem informações estratégicas. Já a Booz Allen Hamilton restringiu seu uso em trabalhos relacionados a software proprietário de cibersegurança desenvolvido para clientes.
A preocupação é que códigos, dados corporativos ou outras informações confidenciais permaneçam armazenados nos sistemas do fornecedor, mesmo que temporariamente.
Anthropic prepara alternativa para empresas
A Anthropic afirma que dados de clientes corporativos não são usados para treinamento sem autorização. Para atender empresas com exigências mais rígidas de privacidade, a companhia prepara uma solução em que as informações permanecem na infraestrutura controlada pelo próprio cliente.
Enquanto isso, clientes empresariais elegíveis já podem acessar versões do modelo com retenção zero de dados, reduzindo uma das principais barreiras para seu uso em ambientes corporativos sensíveis.



