A Coinbase e a plataforma de pagamentos Moov anunciaram na quinta-feira (10) uma parceria para integrar pagamentos com stablecoins à infraestrutura usada por mais de 1.000 bancos comunitários e cooperativas de crédito nos Estados Unidos. A iniciativa permitirá oferecer aceitação, liquidação e funding em tempo real sem que essas instituições precisem construir uma estrutura própria para ativos digitais.

A integração será feita diretamente na plataforma de pagamentos da Moov, que já conecta instituições financeiras a serviços de emissão e processamento de cartões e a sistemas de pagamentos em tempo real. A Coinbase ficará responsável pela infraestrutura de ativos digitais, enquanto a Moov fará a ligação com os sistemas bancários já utilizados pelas instituições.

Para isso, a Moov utilizará contas de carteira com custódia da Coinbase Developer Platform para armazenar os recursos e a Payments API da companhia para coordenar a movimentação das stablecoins. O modelo evita que bancos e cooperativas tenham de desenvolver e operar separadamente uma nova camada tecnológica voltada a criptoativos.

A infraestrutura deverá atender pagamentos de consumidores, aceitação por comerciantes, liquidação de vendas e pagamentos a clientes ou empresas. Nas operações comerciais, a Moov também utilizará contas de custódia mantidas pela Coinbase.

Wade Arnold, cofundador e CEO da Moov, afirmou que clientes empresariais de instituições comunitárias já recebem pedidos para aceitar stablecoins, mas atualmente precisam recorrer a provedores externos. Segundo o executivo, a integração busca permitir que esses serviços sejam oferecidos pela própria instituição financeira e também viabilizar movimentações que não dependam de finais de semana ou feriados.

A parceria coloca bancos comunitários e cooperativas de crédito dentro de uma infraestrutura de stablecoins sem exigir que se transformem em operadores de criptoativos. Coinbase e Moov afirmaram que aceitação, liquidação e funding em tempo real serão o ponto de partida e que outras integrações com produtos financeiros dessas instituições poderão ser exploradas posteriormente.

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