A Marvell Technology anunciou nesta segunda-feira (2) a aquisição da Lumentum, fabricante de tecnologias ópticas, em uma operação integralmente paga com ações. O acordo atribui à empresa adquirida um valor empresarial implícito de aproximadamente US$ 115 bilhões e busca ampliar a presença da Marvell no fornecimento de componentes para infraestrutura de inteligência artificial.
Pelos termos anunciados, os acionistas da Lumentum receberão 4,5 ações da Marvell por cada ação detida. Após a conclusão, os atuais investidores da Marvell deverão controlar cerca de 67% da companhia combinada, enquanto os acionistas da Lumentum ficarão com os 33% restantes.
A aquisição reunirá as tecnologias de semicondutores, interconexão e comutação de redes da Marvell com o portfólio de lasers, transceptores ópticos e sistemas de conexão da Lumentum. Esses componentes são utilizados para transportar grandes volumes de dados entre processadores, servidores e outras partes dos data centers.
O movimento acompanha a crescente necessidade de conexões ópticas em sistemas de IA, nos quais as limitações de transmissão por cabos de cobre representam um desafio para o aumento da capacidade de processamento.
"A infraestrutura de IA está passando por uma mudança arquitetural fundamental em direção à conectividade óptica", afirmou Matt Murphy, presidente e CEO da Marvell, no comunicado que anunciou a transação.
Aquisição depende de aprovações e tem conclusão prevista para 2028
O acordo recebeu aprovação unânime dos conselhos de administração das duas companhias, mas ainda depende do aval dos acionistas e das autoridades regulatórias. A expectativa é concluir a operação no primeiro semestre de 2028.
Matt Murphy deverá permanecer como presidente e CEO da empresa combinada. Três integrantes do conselho da Lumentum, incluindo seu atual CEO, Michael Hurlston, passarão a integrar o conselho da Marvell.
As companhias também projetam sinergias anuais superiores a US$ 1 bilhão, principalmente pela redução de custos. Esse valor representa uma expectativa para o período posterior à integração, não uma economia já realizada.



