A Anthropic lançou na terça-feira (1º) os modelos Claude Fable 5.1 e Claude Mythos 5.1, com melhorias de desempenho e mudanças voltadas a duas críticas recorrentes de clientes: custo elevado e salvaguardas que bloqueavam solicitações legítimas. A empresa estima que o Fable 5.1 possa custar até 45% menos em trabalhos altamente agentivos.

A principal redução veio da leitura de cache, mecanismo usado quando o modelo reaproveita informações que já processou anteriormente. O preço caiu 75%, para US$ 0,25 por milhão de tokens. Segundo a Anthropic, isso reduz em aproximadamente 25% o custo de cargas típicas e pode chegar a cerca de 45% em tarefas complexas de programação e uso intensivo de agentes.

Os demais preços permanecem iguais aos do Fable 5: US$ 10 por milhão de tokens de entrada e US$ 50 por milhão de tokens de saída.

Cost comparison of running the same workloads on Fable 5 and Fable 5.1, based on four weeks of real usage in August 2026.
Indexed cost comparison between Fable 5 and Fable 5.1 based on real workloads in August 2026.

A mudança já está alterando a escolha de modelos em algumas empresas. A Cognition, responsável pelo agente de programação Devin, afirmou que pretende transferir parte do tráfego que hoje utiliza o Opus 5 para o Fable 5.1.

Walden Yan, cofundador e CPO da companhia, afirmou que “um modelo da classe Fable finalmente se tornou economicamente viável para cargas que mantínhamos no Opus”. Nos testes internos da empresa, o novo modelo igualou ou superou o Fable 5 com menor custo por tarefa.

Menos bloqueios também afetam o desempenho

Outra mudança relevante está nas salvaguardas. A Anthropic afirma que as novas proteções de cibersegurança provocam cerca de 60% menos intervenções por sessão no Claude Code do que as utilizadas no Fable 5.

O Fable 5.1 também passa a poder ser usado para identificar vulnerabilidades em softwares, embora tarefas consideradas de uso duplo, como geração de exploits e determinados testes de invasão, continuem direcionadas a modelos com outras políticas de acesso.

Esse sistema de proteção tem impacto mensurável no próprio desempenho. Fable 5.1 e Mythos 5.1 utilizam o mesmo modelo-base, mas possuem níveis diferentes de salvaguardas. No Terminal-Bench 4.0, voltado a tarefas de programação executadas por agentes, o Fable 5.1 marcou 55,8%, enquanto o Mythos 5.1 chegou a 60,9%.

A própria Anthropic atribui a diferença a tarefas nas quais as salvaguardas mais restritivas do Fable intervieram e afirma esperar que essa distância diminua com as novas proteções.

O Mythos 5.1, porém, não terá distribuição ampla. A versão é destinada a profissionais e organizações previamente avaliados que trabalham com áreas sensíveis, principalmente cibersegurança e ciências da vida. Já o Fable 5.1 está disponível de forma geral pela API da Anthropic e em plataformas como AWS, Google Cloud e Microsoft Azure.

A empresa também prepara para clientes corporativos o Enterprise Frontier Safeguards, sistema no qual os dados permanecem em infraestrutura controlada pelo próprio cliente. A implantação começará em fases ainda neste outono do Hemisfério Norte; clientes elegíveis poderão utilizar retenção zero de dados enquanto o sistema não estiver disponível.

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