A maioria dos grandes varejistas online dos Estados Unidos ainda mantém regras que dificultam a atuação de agentes de inteligência artificial nas etapas finais de uma compra. Um levantamento publicado no domingo (13) pela Mediovsky identificou restrições a carrinho, checkout ou funções equivalentes em 15 dos 18 sites que disponibilizaram suas regras de acesso para análise.

O estudo avaliou 20 grandes lojas virtuais americanas. Dezoito forneceram um arquivo robots.txt, usado para indicar quais áreas sistemas automatizados podem acessar. Em 15 deles, agentes genéricos estavam impedidos de acessar pelo menos um caminho relacionado à compra.

Isso, porém, não significa necessariamente um bloqueio técnico. A OpenAI informa que o ChatGPT-User, usado quando o ChatGPT acessa uma página a pedido do usuário, não funciona como um crawler automático e pode não seguir essas regras da mesma forma.

O levantamento também testou o acesso direto às páginas. Nesse cenário, 6 dos 20 sites aceitaram um navegador convencional, mas recusaram requisições identificadas como ChatGPT-User, indicando barreiras aplicadas por sistemas de gerenciamento de bots.

Regras antigas para bots ainda limitam agentes de compra

Entre os 18 arquivos analisados, 10 não mencionavam agentes de IA especificamente. Na prática, esses sistemas acabam sujeitos a regras criadas originalmente para crawlers, scrapers e outros tipos de automação.

As limitações aparecem enquanto empresas de tecnologia e varejistas desenvolvem padrões para permitir que agentes pesquisem produtos, montem carrinhos e concluam transações. O cenário mostra que, fora dessas integrações específicas, boa parte da infraestrutura do e-commerce ainda trata agentes de IA como tráfego automatizado comum.

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